Pele sintética que altera cor e textura reproduz camuflagem dos polvos

Pele sintética inovadora muda cor e textura imitando camuflagem dos polvos, com potencial para diversas aplicações tecnológicas.
13/01/2026 às 19:42 | Atualizado há 7 horas
               
A invenção imita cefalópodes para mudar cor e textura, camuflando-se no ambiente. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma pele sintética capaz de mudar simultaneamente sua cor e textura, inspirada na camuflagem dos polvos. A inovação utiliza camadas poliméricas que se deformam ao contato com água, criando relevos e variações de cor.

Essa tecnologia permite quatro estados visuais distintos e pode revolucionar áreas como camuflagem dinâmica e displays táteis. Apesar das limitações atuais, como a necessidade de líquidos para ativação, o avanço abre caminho para novos materiais programáveis e interativos.

O desenvolvimento é pioneiro ao integrar controle independente de cor e textura em um material sintético, prometendo aplicações futuras em acessibilidade e arte interativa, embora ainda precise superar desafios para uso prático fora do laboratório.

Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram uma pele sintética que muda simultaneamente de cor e textura, inspirada na capacidade dos polvos em se camuflar. Essa inovação imita os cromatóforos e papilas destes moluscos, permitindo alterações rápidas e controladas na aparência da superfície.

O dispositivo é formado por camadas de filmes poliméricos que incham quando expostos à água, deformando-se para criar relevos e modificar a cor. A camada superior controla o relevo, coberta por uma fina película de ouro que reflete a luz de maneira ajustável. Na camada inferior, duas camadas douradas formam uma câmara óptica que determina a cor final da superfície.

Essa estrutura possibilita quatro estados visuais diferentes, combinando presença ou ausência de cor e textura, com transformações que ocorrem em cerca de 20 segundos. É a primeira tecnologia a integrar de forma independente controle de cor e textura, algo antes inexistente em materiais sintéticos.

Entre as possíveis aplicações estão camuflagens dinâmicas, displays táteis para pessoas com baixa visão e obras de arte interativas. No entanto, atualmente, a necessidade de imersão em líquidos limita o uso prático e a portabilidade dessa tecnologia.

Segundo o professor Francisco Martin-Martinez do King’s College London, essa pele sintética pode abrir caminho para telas que variam a textura sob demanda, formando botões elevados ou caracteres em braille, que depois se achatam completamente.

O avanço traz novas perspectivas para materiais programáveis que respondem ao ambiente, mas ainda é preciso superar desafios para garantir sua aplicação prática fora de laboratório.

Via Super

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