Exportações de Carne Bovina Impulsionam o Agronegócio Brasileiro em 2025

Exportações de carne bovina crescem 40% em 2025, elevando peso do setor no agronegócio brasileiro e superando desafios comerciais.
14/01/2026 às 07:43 | Atualizado há 2 meses
               
China domina volume, Europa e EUA aumentam preço por tonelada. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O setor de carne bovina no Brasil registrou crescimento expressivo em 2025, com exportações aumentando quase 40% em receita. O Brasil se consolidou como maior produtor mundial, superando os Estados Unidos, com produção recorde de 12,35 milhões de toneladas.

Apesar de tarifas e barreiras comerciais, o país redirecionou suas vendas e manteve competitividade, ampliando a participação da carne bovina na pauta do agronegócio para 10,6%. A China continua como principal mercado, seguida por Estados Unidos e Europa.

Os cortes congelados representam a maior parte das exportações, mas cresce a demanda por carnes frescas e refrigeradas. A valorização dos produtos premium mostra maior sofisticação e potencial de receita no setor brasileiro.

O agronegócio brasileiro registrou um avanço significativo em 2025, impulsionado pela expansão das exportações de carne bovina. Dados do Ministério da Agricultura revelam que a receita com a venda externa desse produto cresceu 39,8%, passando de US$ 12,8 bilhões em 2024 para US$ 17,9 bilhões em 2025, combinando aumento de volume e valorização dos preços.

Mesmo diante de desafios comerciais, como tarifas impostas pelos Estados Unidos, o setor conseguiu redirecionar suas vendas e manter a competitividade, ampliando sua participação na pauta exportadora do agro, que totalizou US$ 169,2 bilhões em 2025. Esse crescimento colocou a proteína bovina como um dos principais itens da balança comercial do campo, elevando sua participação para 10,6%.

Em paralelo, o Brasil foi reconhecido pelo USDA como maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos, com produção recorde de 12,35 milhões de toneladas, alta de 4,2%. O volume exportado cresceu 20,3%, alcançando 3,5 milhões de toneladas, o que revela ganhos tanto em escala quanto em receita.

Os cortes desossados congelados dominam as exportações, respondendo por 80,4% da receita do setor. Cresceu também a demanda por carnes frescas e refrigeradas, segmento com maior valor agregado, embora com desafios sanitários e logísticos.

A China segue como principal destino, importando 1,6 milhão de toneladas, equivalente a US$ 8,8 bilhões, quase metade da receita total. Destacam-se também Estados Unidos, Chile, México e Europa, que mostram forte valorização por cortes nobres.

O preço médio global da carne exportada ficou em US$ 5,2 mil por tonelada, mas países como Países Baixos pagam quase o dobro devido à preferências por produtos premium. Essa tendência demonstra a crescente valorização e sofisticação das exportações brasileiras.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.