O presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou sobre o crescimento da startup chinesa DeepSeek, que oferece soluções de inteligência artificial em código aberto, facilitando o acesso em regiões menos atendidas, como a África. Essa estratégia, aliada a subsídios governamentais, permite preços competitivos frente às empresas tradicionais americanas.
Um relatório da Microsoft mostra que a adoção de IA é desigual globalmente, com 25% no Norte Global e 14% no Sul Global, incluindo o Brasil, onde o índice é inferior a 20%. A DeepSeek amplia seu alcance global graças a parcerias estratégicas e oferta aberta, o que altera a concorrência na área.
Brad Smith defende mais investimentos em infraestrutura e linhas de crédito para data centers, para reduzir a desigualdade no acesso à IA. Ignorar esse avanço na África e em outras regiões emergentes pode comprometer o desenvolvimento tecnológico mundial.
A adoção da inteligência artificial tem avançado de forma desigual entre o Norte e o Sul Global, com destaque para a China que está ganhando terreno notável em países emergentes. O presidente da Microsoft, Brad Smith, apontou que a oferta gratuita e código aberto da startup chinesa DeepSeek facilitou o acesso em regiões menos atendidas, especialmente na África. Esse modelo, aliado a subsídios governamentais, permite preços mais competitivos frente às empresas americanas, que normalmente operam com soluções fechadas e pagas.
Segundo um relatório da Microsoft, cerca de 25% da população adulta do Norte Global utiliza ferramentas de AI, enquanto no Sul Global a cifra é de 14%. Países com infraestrutura digital consolidada, como Emirados Árabes, Singapura e França, apresentam adoção superior a 40%, enquanto no Brasil o índice é inferior a 20%. A DeepSeek ampliou seu alcance graças à licença aberta e parcerias estratégicas, como com a Huawei. Isso impacta significativamente a competição global.
Smith destacou que a disparidade no acesso à inteligência artificial poderia se acentuar se não houver mais investimentos em infraestrutura e subsídios, especialmente em regiões pobres. Ele sugeriu que bancos internacionais e governos ocidentais considerem linhas de crédito para data centers e energia, para que a tecnologia não fique limitada a fluxos privados, incapazes de rivalizar com empresas subsidiadas.
Para o executivo, ignorar o crescimento da AI na África seria um erro que afetaria o desenvolvimento mundial. A expansão da DeepSeek mostra como acessibilidade e abertura podem alterar o cenário da inteligência artificial nos países emergentes.
Via Brazil Journal