A Saks Global, controladora da Saks Fifth Avenue, entrou com pedido de recuperação judicial nos EUA após enfrentar dificuldades financeiras e falta de investidores. A medida busca reorganizar a empresa, quitar dívidas e garantir a continuidade das operações.
Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, assumiu a liderança da empresa, enquanto a Saks negocia sua reestruturação e possíveis vendas. As lojas permanecem abertas com financiamento de US$ 1,75 bilhão. O futuro da varejista de luxo segue incerto e pode incluir mudanças no modelo de negócios.
A Saks Global, controladora da famosa loja de departamentos Saks Fifth Avenue, entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) após ficar sem recursos financeiros e não conseguir atrair novos investidores. A medida visa reorganizar a empresa, quitar dívidas e buscar um comprador para seus negócios. Apesar do momento delicado, as lojas seguem abertas após a obtenção de um financiamento de US$ 1,75 bilhão e a nomeação de um novo CEO.
Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, assume a liderança da Saks Global, substituindo Richard Baker, responsável pela estratégia que elevou o endividamento da empresa. Darcy Penick e Lana Todorovich, também ex-executivas da Neiman Marcus, foram designadas para cargos-chave no grupo.
Conhecida por atrair consumidores abastados e marcas como Chanel, Burberry e Gucci, a Saks acumula grandes dívidas, incluindo US$ 136 milhões com a Chanel e US$ 60 milhões com a Kering, dona da Gucci. A empresa enfrenta dificuldades desde a aquisição da Neiman Marcus e a separação dos ativos de luxo sob a nova estrutura da Saks Global.
O pedido de recuperação foi inevitável após a empresa atrasar o pagamento de juros em dezembro e não conseguir obter um empréstimo essencial para manter as operações. O futuro da Saks e suas cerca de 200 lojas, que incluem Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, segue incerto. A empresa pode ser vendida, liquidada ou migrar para um modelo de negócios exclusivamente online.
Nos próximos meses, o processo judicial deve definir os rumos da varejista e seu impacto no mercado de luxo dos EUA.
Via Forbes Brasil