A Saks Global Enterprises, dona das lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial no Texas para lidar com dívidas altas e prejuízos crescentes.
A empresa tem grandes credores como LVMH, Kering e Chanel, com uma dívida de US$ 136 milhões só para a Chanel, e anunciou a nomeação de novo CEO e um financiamento de US$ 1,75 bilhão para reestruturação.
As operações continuarão abertas durante o processo, que inclui pagamento a fornecedores e salário dos empregados, visando a manter a liquidez e ajustar a empresa diante dos desafios do mercado de luxo.
A Saks Global Enterprises, responsável pelas lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) no Texas para enfrentar dívidas elevadas e prejuízos crescentes. A lista de credores inclui grandes nomes do setor de luxo, como LVMH, Kering — proprietária da Gucci — e Chanel, sendo que a dívida com a Chanel chega a aproximadamente US$ 136 milhões.
O conglomerado de luxo LVMH é credor de cerca de US$ 26 milhões, enquanto a Kering deve receber US$ 60 milhões. A empresa informou que a quantidade de credores varia entre 10 mil e 25 mil, indicando a escala do desafio financeiro enfrentado.
Em comunicado, a Saks anunciou a nomeação de Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO do Neiman Marcus, como novo CEO, ressaltando planos de reestruturação e foco em investimentos estratégicos de longo prazo. A companhia assegurou US$ 1,75 bilhão em financiamento, incluindo US$ 1,5 bilhão de um grupo ad hoc de detentores de bonds seniores.
O financiamento de US$ 1 bilhão, após aprovação judicial, permitirá liquidez para operações e reestruturação, com mais US$ 500 milhões disponíveis ao final do processo, previsto para este ano. As lojas permanecerão abertas, e a empresa garantirá pagamentos a fornecedores, salários e benefícios.
Este pedido de recuperação judicial segue um período difícil para a empresa, que, após levantamento de novas dívidas, teve queda de 13% na receita no segundo trimestre de 2025, impactada por desafios na gestão de estoques e na adaptação do mercado de luxo, com as marcas vendendo diretamente ao consumidor.
Via InvestNews