A China importou um volume recorde de soja em 2025, totalizando 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda da América do Sul, com destaque para o Brasil e a Argentina, principais exportadores da região.
Os compradores chineses anteciparam grandes compras, especialmente no primeiro semestre, elevando os volumes anuais de importação a níveis inéditos. Apesar de uma leve queda mensal em dezembro, o país se prepara para um aumento nas compras de soja americana em 2026, após a trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.
A China registrou um volume recorde na importação de soja em 2025, chegando a 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% sobre o ano anterior, segundo dados alfandegários. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda vinda da América do Sul, em resposta a receios de escassez causados pela prolongação da guerra comercial com os Estados Unidos.
Compradores chineses anteciparam compras expressivas, reforçando a compra de soja do Brasil e Argentina, os maiores exportadores da região. A chegada concentrada desses embarques no primeiro semestre do ano elevou os totais anuais a níveis inéditos.
Em dezembro, as importações ficaram em 8,04 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo mês de 2024, porém houve uma queda de 0,9% frente a novembro. Essa diminuição mensal coincidiou com o terceiro mês consecutivo sem registros de soja vindo dos EUA, devido às tarifas impostas.
Apesar disso, após a trégua comercial firmada em outubro passado, as compras chinesas de soja americana tiveram alta significativa, estimada em quase 10 milhões de toneladas para o início de 2026, próxima a 80% do acordo firmado entre os países. O governo chinês também realizou leilões para liberar espaço de armazenamento, preparando-se para os embarques futuros dos EUA.
Segundo analistas, a demanda em janeiro e fevereiro deve ser menor, sugerindo um período de oferta mais restrita nas usinas de esmagamento, que tiveram que ajustar operações devido a atrasos nos desembaraços alfandegários.
Via InfoMoney