Novo estudo revela que tubarão-da-groenlândia mantém a visão apesar da longa vida

Pesquisa mostra que tubarão-da-groenlândia mantém visão funcional após 400 anos vivendo no Ártico.
14/01/2026 às 15:31 | Atualizado há 4 semanas
               
Tubarões-da-Groenlândia revelam segredos que ajudam a entender doenças oculares humanas. (Imagem/Reprodução: Super)

O tubarão-da-groenlândia, conhecido por viver até 400 anos em águas profundas do Atlântico Norte e do Ártico, foi considerado praticamente cego por muito tempo devido a parasitas que afetam seus olhos. No entanto, um novo estudo da Universidade da Califórnia em Irvine mostra que sua visão permanece ativa mesmo em baixíssima luminosidade.

Pesquisadores analisaram retinas de tubarões centenários e encontraram a proteína rodopsina funcional, essencial para a visão em ambientes escuros. Esse achado desafia a ideia de que o animal não utiliza a visão. Além disso, o tubarão possui mecanismos genéticos eficazes para reparar danos no DNA, o que contribui para sua longevidade extrema.

Entender esses mecanismos pode trazer avanços importantes para a medicina humana, especialmente no combate a doenças oculares relacionadas ao envelhecimento, como degeneração macular e glaucoma. O estudo amplia o conhecimento sobre adaptação e conservação da visão em ambientes extremos.

O tubarão-da-groenlândia é um dos vertebrados mais longevos, vivendo até 400 anos, e habita as profundezas escuras do Atlântico Norte e Ártico. Pesquisadores acreditavam que esse animal era praticamente cego, devido a parasitas que deixam seus olhos opacos e danificados. No entanto, um estudo recente publicado na Nature Communications revela que sua visão permanece funcional ao longo dos séculos, mesmo em ambientes de baixa luminosidade.

Ao analisar olhos de tubarões com mais de cem anos, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine encontraram retinas sem sinais claros de degeneração. A proteína rodopsina, essencial para visão em locais escuros, permanece ativa e ajustada para captar a luz azul, a mais penetrante nas águas profundas do Ártico. Isso desafia a ideia de que a visão teria pouca importância para essa espécie.

A longevidade extrema do tubarão está ligada a um genoma gigante, com aproximadamente o dobro do tamanho do genoma humano, contendo genes exclusivos para reparo de DNA. Esses mecanismos evitam o envelhecimento típico, preservando a integridade dos tecidos, inclusive da retina, após séculos. O gene TP53, também presente nessa espécie, atua na supressão de tumores e na manutenção do DNA, contribuindo para sua resistência a doenças associadas à idade.

Entender como o tubarão-da-groenlândia mantém olhos saudáveis pode oferecer pistas importantes para a medicina humana, principalmente no tratamento de doenças oculares ligadas ao envelhecimento, como degeneração macular e glaucoma. A pesquisa traz novas perspectivas sobre os processos biológicos por trás da longevidade e da saúde visual em condições extremas.

Via Super

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