Tanure mantém influência na Light e deve participar de aumento de capital da empresa

Nelson Tanure mantém participação na Light e deve acompanhar aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão na empresa.
14/01/2026 às 18:42 | Atualizado há 6 horas
               
Tanure reduz participação na Prio, mas visa ampliar investimentos na Light, diz fonte. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O empresário Nelson Tanure, apesar de alvo de uma operação da PF, segue com forte influência na Light, segunda maior acionista da companhia que atende 31 municípios do Rio de Janeiro.

A Light renovou sua concessão e planeja captar até R$ 1,5 bilhão para modernizar a rede, com Tanure participando do aumento de capital para manter sua fatia.

Ele também tem focado em quitar dívidas após venda de participação na petrolífera Prio. A movimentação visa garantir estabilidade financeira e continuidade dos investimentos no setor de energia.

O empresário soteropolitano Nelson Tanure, de 74 anos, permanece influente na companhia elétrica Light, que atende 31 municípios do Rio de Janeiro, mesmo diante de investigações. Embora esteja vendendo sua participação na petrolífera Prio para quitar dívidas, os investimentos no setor de energia devem continuar. O fundo WNT, ligado a Tanure, detém 18,9% das ações da Light, mantendo-se como o segundo maior acionista.

Recentemente, a Light avançou na renovação de sua concessão junto ao Ministério de Minas e Energia, algo aguardado pelos investidores. Com isso, terá condições de realizar um aporte de capital de até R$ 1,5 bilhão, previsto para ocorrer em até 90 dias após a publicação do decreto de renovação. Fontes indicam que Tanure deve participar desse aumento para preservar sua fatia na empresa.

Desde 2023, Nelson Tanure acumulou perto de 30% do capital da Light por meio do WNT e assumiu papel ativo nas negociações com credores e órgãos públicos. Mesmo com a saída de dois indicados seus do conselho e da diretoria no final de 2025, sua presença segue forte na empresa. Durante o segundo semestre de 2025, o fundo WNT diminuiu sua participação, o que permitiu que o fundo Samambaia, de Ronaldo Cezar Coelho, retomasse a posição de maior acionista.

Enquanto isso, Tanure concentra esforços em pagar dívidas provenientes da venda da maior parte de sua participação na Prio, reduzindo os riscos financeiros do seu grupo. A Light, por sua vez, planeja captar fundos para modernizar sua rede e diminuir perdas com fraudes e desvios.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.