14/01/2026 às 20:47 | Atualizado há 4 horas
               
Nova análise muda estimativas sobre tiranossauros, incluindo longevidade e espécies. (Imagem/Reprodução: Super)

Um estudo recente alterou a visão tradicional do crescimento do T. rex. Análises detalhadas indicam que esse dinossauro levava até 40 anos para atingir o tamanho adulto, superando a estimativa antiga de cerca de 20 anos. A pesquisa foi feita com base em 17 fósseis, que revelaram marcas ósseas antes não identificadas, graças a uma técnica de luz especial.

Os cientistas usaram cortes transversais completos dos ossos da perna, analisando os anéis de crescimento para determinar a idade dos animais. A combinação desses dados com um modelo estatístico inovador permitiu criar uma curva de crescimento mais precisa, mostrando grande variação individual, provavelmente influenciada por fatores ambientais e saúde.

Além de revelar o crescimento mais lento, o estudo sugere que diferentes fases da vida do T. rex tinham papéis ecológicos distintos. Jovens e subadultos não eram apenas versões menores dos adultos, mas desempenhavam funções próprias no ecossistema do Cretáceo.

Outro ponto levantado é o debate sobre a existência de múltiplas espécies de tiranossauros. Variabilidade entre fósseis pode indicar que criaturas como o Nanotyrannus sejam espécies distintas ou apenas indivíduos com crescimento fora do comum.

Essa revisão do tempo de crescimento do T. rex também provoca um questionamento sobre os métodos antigos usados em paleontologia, que podem ter subestimado a longevidade de outros dinossauros ao ignorar marcas de crescimento menos visíveis.

Os resultados ampliam o entendimento sobre a biologia e evolução do maior predador terrestre do seu tempo, indicando que sua história ainda tem capítulos a serem desvendados.

Via Super

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