PF inclui Tanure e Mansur em investigação da Operação Compliance Zero

Polícia Federal investiga Tanure e Mansur na Operação Compliance Zero, ligada a fraudes no Banco Master.
14/01/2026 às 21:25 | Atualizado há 17 horas
               
Descrição menciona alvos da operação, destacando Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano. Legenda sugerida: Operação mira Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado Fabiano. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Polícia Federal iniciou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como lavagem de dinheiro e manipulação de mercado ligados ao Banco Master. Empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur figuram entre os investigados, após denúncias e apreensões feitas em diversas regiões do país.

A investigação aponta suspeitas de gestão fraudulenta e controle oculto no banco, com bloqueios de bens avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões. Tanure, que nega envolvimento, é conhecido por realizar investimentos complexos em empresas com ligação ao banco e enfrenta processos judiciais relacionados ao caso.

Mandados foram cumpridos em vários estados, incluindo apreensão de celulares de envolvidos. A PF busca esclarecer os supostos crimes e responsabilizar os envolvidos, aumentando a transparência em operações financeiras suspeitas de fraudes e irregularidades.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre os alvos de busca e apreensão estão Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso anteriormente, Fabiano Zettel, fundador da Moriah Asset, João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, e o empresário Nelson Tanure.

O Banco Central informou, em relatório ao TCU, que fraudes atribuídas ao Master envolveriam fundos administrados pela Reag. Em maio de 2025, a PF abriu investigação sobre possível controle oculto de Tanure no Master, após denúncia da gestora Esh Capital. Tanure nega participação e moveu dezenas de processos contra o denunciante Vladimir Timerman. Segundo a denúncia, Tanure teria financiado aportes de mais de R$ 700 milhões no banco, via fundo Estocolmo e compra de debêntures conversíveis pela Banvox.

O empresário possui investimentos em diversas empresas abertas, muitas em parceria com o Master ou gestores ligados ao banco, como WNT, Alliança Saúde, Oncoclínicas e Ambipar. Ele é conhecido por adquirir participações em companhias em dificuldades, usando cadeias de fundos que dificultam a identificação do controle. Casos polêmicos em que figura envolvem multas da CVM e investigações por manipulação de mercado.

A PF cumpriu 42 mandados em vários estados, envolvendo bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Tanure teve seu celular apreendido no aeroporto do Galeão, assim como o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. O advogado de Tanure afirmou que ele não enfrentou processos criminais relacionados às empresas onde atua e que aguarda o fim das apurações para comprovar a ausência de ilícitos.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.