Golpistas estão usando o recurso de visualização única do WhatsApp para aplicar golpes. Eles enviam imagens com conteúdo sensível e, ao abrir, as vítimas são ameaçadas a pagar para não terem a imagem exposta.
Após isso, os criminosos entram em contato se passando por autoridades ou membros de facções para intimidar ainda mais as vítimas. Essa fraude não visa roubar dados diretamente, mas usar a imagem como prova para extorsão.
Especialistas recomendam evitar abrir mensagens suspeitas, desativar a confirmação de leitura, e bloquear ou denunciar perfis suspeitos para se proteger desse tipo de golpe.
Um novo golpe ganhou força no WhatsApp, aproveitando o recurso de visualização única. Nessa fraude, criminosos enviam uma imagem com conteúdo sensível ou ilícito, como cenas de violência ou pornografia infantil. Quando a vítima abre a imagem, o golpista recebe a confirmação de leitura e inicia ameaças.
Após essa etapa, o mesmo número entra em contato se passando por delegado, advogado ou integrante de facção. A vítima é intimidada a pagar uma quantia sob a ameaça de exposição pública, denúncia às autoridades ou, até, violência física.
Esse tipo de ataque é classificado como phishing com extorsão, que usa engenharia social para criar uma situação comprometedora, sem necessariamente roubar dados diretos. A simples visualização da mensagem vira “prova” para pressionar a vítima.
No Brasil, extorsão e fraudes eletrônicas possuem penas que vão de quatro a dez anos de prisão, podendo aumentar conforme gravidade e se há envolvimento de pessoas vulneráveis. A lei também prevê punições para invasão de dispositivos eletrônicos.
Para se proteger, especialistas recomendam não abrir mensagens suspeitas ou com visualização única de números desconhecidos, desativar a confirmação de leitura no WhatsApp e desconfiar de contatos urgentes pedindo dinheiro. Bloquear e denunciar perfis suspeitos também ajuda a combater esses golpes.
É importante lembrar que a exploração de imagens envolvendo crianças é crime com punição prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Estratégias como essa reforçam a necessidade de atenção ao conteúdo recebido em aplicativos de mensagem.
Via TecMundo