O mercado brasileiro de crédito privado movimenta mais de R$ 700 bilhões ao ano, mas enfrenta desafios com dados dispersos e sem padrão. Para resolver isso, uma startup fundada por ex-executivos do setor lançou uma plataforma que organiza e padroniza informações de cerca de 10 mil papéis, como CRIs, CRAs e debêntures.
A plataforma reúne dados de diversas fontes oficiais e oferece ferramentas para gestores e investidores acompanharem melhor seus portfólios e analisar ativos. Além disso, utiliza inteligência artificial para garantir a qualidade e a confiabilidade das informações.
Desde outubro de 2025, a empresa já gera receita mensal e planeja expandir suas tecnologias para ampliar o mercado. A expectativa é que dados mais organizados atraiam investidores e fortaleçam o crédito privado no Brasil.
O mercado brasileiro de crédito privado movimenta mais de R$ 700 bilhões anualmente, mas enfrenta desafios com dados dispersos e despadronizados, o que dificulta a gestão desses ativos. Para solucionar isso, uma startup criada por Daniel Magalhães, ex-CEO da Virgo, e Edson Lopes, ex-Itaú, lançou uma plataforma que se propõe a ser a Bloomberg do crédito privado.
Lançada em dezembro de 2025 após testes desde março, essa plataforma reúne, organiza e padroniza dados de cerca de 10 mil papéis, incluindo CRIs, CRAs e debêntures, a partir de diversas fontes como B3, Anbima e CVM. O sistema oferece funcionalidades importantes para gestores e investidores, como acompanhamento detalhado de portfólio, monitoramento de fluxo financeiro, acesso ágil a documentos e análises comparativas dos ativos.
A ferramenta também usa inteligência artificial para lidar com informações divergentes sobre taxas e dados de mercado, garantindo a confiabilidade das informações apresentadas. O objetivo é oferecer uma “tela de referência” para o crédito privado, focada no buy-side, com possibilidade futura de atender emissores interessados em entender melhor seus investidores e concorrentes.
Desde o início da monetização em outubro de 2025, a startup atingiu uma receita recorrente mensal de R$ 50 mil e projeta alcançar R$ 500 mil até o fim de 2026, acumulando cerca de R$ 3 milhões no ano. Também está planejando a primeira rodada de captação, voltada para o aprimoramento tecnológico, incluindo um centro de inovação em IA para precificação em tempo real.
A empresa aposta que mais dados organizados e acessíveis ampliarão o mercado de crédito privado, atraindo investidores e emissores para fortalecer o setor.
Via InfoMoney