Presidente da Embrapa reformula finanças para fortalecer o agronegócio brasileiro

Embrapa reformula seu modelo financeiro para garantir pesquisa e inovação no agronegócio diante de orçamento apertado.
15/01/2026 às 07:02 | Atualizado há 6 horas
               
Gestão de Silvia Massruhá fortalece pesquisa agrícola com inovações e parcerias globais. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A Embrapa enfrenta o desafio de manter a pesquisa agropecuária em meio a cortes orçamentários significativos nos últimos anos. Sob a liderança de Silvia Massruhá, a instituição busca redesenhar seu modelo financeiro para assegurar a competitividade do agronegócio brasileiro.

A estratégia inclui parcerias público-privadas e cooperação com o BNDES para ampliar fontes de financiamento, além da renovação do quadro técnico com profissionais em áreas como agricultura digital e inteligência artificial. O foco está também no crescimento internacional e em temas como bioeconomia e descarbonização.

Essas medidas visam garantir a continuidade dos avanços científicos e tecnológicos da Embrapa, mantendo sua atuação estratégica para o Brasil e fortalecendo a economia do setor agropecuário.

A Embrapa enfrenta em 2025 o desafio de manter a pesquisa agropecuária sob um cenário fiscal apertado, buscando garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. Sob liderança da presidente Silvia Massruhá, a instituição foca em redesenhar seu modelo financeiro, reforçar o capital humano e ampliar sua presença internacional para sustentar avanços científicos.

Desde 2014, o orçamento direto para pesquisa caiu de cerca de R$ 800 milhões para R$ 160 milhões em 2022. Houve recuperação gradual a partir de 2023, alcançando R$ 335 milhões em 2025, e previsão de R$ 410 milhões em 2026. Contudo, esses valores ainda são insuficientes para operar 43 centros de pesquisa e manter seus 2,1 mil pesquisadores ativos.

A estratégia passa por parcerias público-privadas e cooperação com o BNDES, por meio do programa Inova, para criar fontes adicionais de financiamento, preservando o financiamento público essencial para pesquisas de longo prazo e de fronteira. Atualmente, existem cerca de 1.170 acordos de inovação aberta que trazem R$ 100 milhões anuais extras via codesenvolvimento e licenciamento de tecnologias.

Em 2024, a Embrapa implantou o Núcleo de Inovação Tecnológica para viabilizar o reinvestimento dos royalties gerados por suas pesquisas, criando um ciclo financeiro mais estável. Além disso, contratações de cerca de mil profissionais jovens em áreas como agricultura digital e inteligência artificial ampliam a renovação do quadro técnico.

O foco em bioeconomia, descarbonização e rastreabilidade reforça a contribuição da Embrapa para a economia brasileira e para o avanço tecnológico do setor agropecuário. A ampliação da atuação internacional, com presença em países como Etiópia, Estados Unidos e França, integra a ciência brasileira a demandas globais.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.