Por que gestores brasileiros enxergam valor na Randon apesar dos desafios do setor

Conheça os motivos que levam gestores a considerar a Randon uma oportunidade de investimento apesar da queda no setor.
15/01/2026 às 07:42 | Atualizado há 5 horas
               
Randon é preferência de gestores, apesar dos desafios no setor de implementos rodoviários. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Randon tem despertado o interesse de gestores mesmo diante da queda acentuada no setor de implementos rodoviários em 2023. A empresa, avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões, apresenta um valor de mercado bem inferior ao de sua subsidiária Fras-le, alimentando a percepção de “deep value” no mercado.

Especialistas e fundos destacam o potencial de valorização da Randon, estimando ganhos expressivos com melhorias operacionais e recuperação cíclica. Recentes avaliações positivas e contratos relevantes reforçam as apostas no crescimento da empresa.

Apesar dos desafios previstos para os próximos anos, a Randon projeta economia significativa e forte geração de caixa, recebendo recomendações de compra e preços-alvo que indicam potencial de alta. Esse cenário faz da empresa um caso relevante para investidores focados em valor escondido.

A Randon tem atraído interesse de gestores mesmo em um cenário difícil para o setor de implementos rodoviários. Após uma queda superior a 40% no valor de mercado em 2023, a empresa é vista como um caso de deep value, com valor de mercado estimado em R$ 2,2 bilhões, consideravelmente inferior ao market cap de R$ 6,7 bilhões da Fras-le, subsidiária em que detém 50,6%.

Essa diferença sugere que os demais negócios do grupo são avaliados como nulos ou negativos. A Reach Capital destaca a Randon como principal aposta em seu fundo de small caps, projetando uma possível valorização de até 200% com base em melhorias operacionais, retomada cíclica e reprecificação de ativos.

Além disso, a Randon Consórcios foi recentemente avaliada em R$ 1,6 bilhão por um fundo do Pátria que adquiriu 20% do negócio, reforçando o potencial oculto do grupo. Analistas do Santander classificam a ação como a segunda maior oportunidade no setor, apontando um valuation negativo de R$ 1 bilhão se excluída a Fras-le, e definindo a companhia como veículo de investimento em deep value.

Apesar das dificuldades esperadas para 2026 na indústria automotiva pesada, cortes de custos de R$ 100 milhões anuais e uma forte geração de caixa projetada para 2026 e 2027 sustentam um potencial de alta. O Santander define preço-alvo de R$ 10, com upside superior a 50%.

O Itaú BBA elevou a recomendação para compra, prevendo lucro de R$ 215 milhões em 2026 e destacando oportunidades com contratos recentes, como um acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões para a Arauco. O banco enxerga quatro gatilhos de curto prazo para a Randon e estabelece preço-alvo em R$ 7,50.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.