Senadores da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o ministro do STF, Dias Toffoli, alegando crime de responsabilidade na condução do caso Banco Master.
O pedido aponta suspeição e conflito de interesses, destacando decisões controversas de Toffoli, como viagem a Lima em voo particular e autorização de acareação durante recesso do Judiciário.
Além disso, há questionamentos sobre vínculos financeiros entre investigados e familiares do ministro, e críticas à supervisão de depoimentos pela Polícia Federal durante a investigação.
Senadores da oposição protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando crime de responsabilidade relacionado à investigação do caso Banco Master. O documento, apresentado por Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão, foi enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Os parlamentares apontam suspeição objetiva e conflito de interesses de Toffoli, que teria centralizado decisões importantes na investigação sob sua relatoria, comprometendo a imparcialidade exigida no cargo. Um dos episódios destacados é uma viagem do ministro a Lima, no Peru, em novembro de 2025, em avião particular de empresário, acompanhado de um advogado ligado a um investigado no processo.
O pedido também questiona uma decisão tomada por Toffoli durante o recesso do Judiciário, quando autorizou uma acareação envolvendo figuras-chave da apuração. A medida contrariou pareceres do Banco Central e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que chegaram a sugerir suspensão da ação. Posteriormente, o ministro revogou essa decisão.
Outra crítica é à determinação para que um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli acompanhasse depoimentos da Polícia Federal, atitude que para os senadores extrapolou os limites da supervisão judicial e gerou tensão entre instituições.
O pedido também menciona possíveis vínculos financeiros entre empresas investigadas e familiares do ministro, sinalizando conflito patrimonial. Decisões recentes da nova fase da Operação Compliance Zero também foram alvo de questionamentos, como a retenção inicial de provas pelo STF, posteriormente autorizada para perícia da PGR.
Via Money Times