Desde novembro de 2024, antes do segundo mandato de Donald Trump, países do Brics vêm reduzindo seus investimentos em títulos do Tesouro americano. China, Índia e Brasil mostram quedas expressivas nas participações, com destaque para o Brasil, que diminuiu em 26,7% seu estoque.
O movimento ganhou força em 2025, em meio à guerra tarifária entre os EUA e esses países. Embora algumas tarifas tenham sido suavizadas, a decisão de cortar os investimentos nos papéis americanos permanece clara, indicando uma estratégia econômica alinhada a interesses regionais.
Enquanto os membros do Brics reduzem suas posições, Japão e Reino Unido aumentam suas participações, refletindo mudanças nas alianças financeiras globais diante da política econômica dos EUA.
Desde a eleição de Donald Trump para seu segundo mandato, em novembro de 2024, os países do Brics vêm diminuindo a posse de títulos do Tesouro americano. Dados do Departamento do Tesouro até outubro mostram queda expressiva nesses investimentos: a China reduziu sua participação em 9,4%, a Índia em 21% e o Brasil em 26,7% no período.
Esse movimento se intensificou na segunda metade de 2025, durante a fase mais acirrada da guerra tarifária entre os EUA e esses países, que sofreram impactos variados. Mesmo com recuos pontuais nas tarifas, a estratégia de reduzir os Treasuries se mantém clara.
A China, que já foi a maior detentora dessa dívida, caiu para a terceira posição, atrás de Japão e Reino Unido, países mais alinhados a Trump. Seu estoque caiu de US$ 784,3 bilhões em fevereiro para US$ 688,7 bilhões em outubro.
A Índia diminuiu seu estoque de US$ 239,9 bilhões em março para US$ 190,7 bilhões em outubro. O Brasil acelerou a redução a partir de junho, indo de US$ 228,8 bilhões em outubro de 2024 para US$ 167,7 bilhões no final de 2025.
Enquanto isso, o Japão aumentou sua posse para US$ 1,2 trilhão e o Reino Unido cresceu de US$ 746,5 bilhões para US$ 877,9 bilhões no mesmo período.
Esse cenário reflete uma mudança estratégica entre os integrantes do Brics e sugere uma revisão das relações econômicas diante da política americana.
Via InfoMoney