O CEO da Ford, Jim Farley, enfatizou a necessidade urgente de atualizar o acordo comercial entre EUA, Canadá e México, base essencial para a indústria automotiva regional. Ele criticou o desinteresse do presidente Trump em avançar nas negociações do USMCA, ressaltando que o pacto facilita o transporte sem tarifas de veículos e peças entre os países.
Farley alertou que as tarifas recentes impostas por Trump em 2022 ameaçam essas vantagens e destacou a desvantagem causada pelo acordo com o Japão em relação à Toyota. Ele também mencionou a importância de avanços em alívio tarifário, especialmente para o alumínio usado nos caminhões da Ford.
O executivo comentou ainda a preocupação com a competição chinesa na Europa, destacando riscos para empregos locais devido a subsídios. Valoriza também as flexibilizações ambientais, que permitiram aumento nas vendas de SUVs e melhoraram a avaliação das ações da Ford.
O CEO da Ford Motor, Jim Farley, destacou a necessidade de atualizar o acordo comercial que envolve EUA, Canadá e México, base crucial para a indústria automotiva da região. Em entrevista à Bloomberg TV, ele afirmou que a revisão do pacto é urgente, em contraste com a postura do presidente Donald Trump, que demonstrou desinteresse nas negociações do USMCA.
Farley ressaltou que o acordo facilita o transporte de veículos e peças sem tarifas entre os países, vantagem ameaçada por medidas recentes, como as tarifas impostas por Trump em 2022. O executivo também lembrou que o acordo comercial firmado com o Japão gerou desvantagem para a Ford frente à Toyota, devido à redução de tarifas para a montadora japonesa.
Além do pacto, a Ford espera avanços em alívio tarifário, principalmente para o alumínio usado na fabricação dos caminhões mais vendidos da marca, a série F. Farley mencionou que a administração tem sido receptiva às demandas da empresa, apontando ainda a importância de manter as regras que limitam a entrada de carros chineses subsidiados no mercado norte-americano.
O executivo também comentou que o presidente esteve recentemente na fábrica da Ford em Michigan, onde discutiram a expansão da participação dos fabricantes chineses na Europa, que pode representar risco para o emprego local devido aos subsídios que recebem.
Sobre políticas ambientais, Farley valorizou as recentes flexibilizações regulatórias que permitem aumentar a venda de SUVs e caminhões caros, o que contribui para a melhora nas avaliações das ações da Ford, que subiram cerca de 40% no último ano.
Via InvestNews