UNCTAD prevê desaceleração do comércio global e aumento do protecionismo em 2026

Comércio global deve desacelerar e protecionismo aumentar em 2026, aponta relatório da UNCTAD.
16/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 8 horas
               
Descrição correta, clara e informativa, mas incompleta, falta a fonte da informação. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

Em 2025, o comércio mundial atingiu um recorde de mais de US$ 35 trilhões, com crescimento de 7% sobre 2024, segundo a UNCTAD. Para 2026, a previsão é de desaceleração no ritmo de crescimento devido a um cenário econômico fragilizado, com crescimento modesto do PIB global estimado em 2,6%.

O avanço do protecionismo, a reorganização das cadeias de suprimentos, as transições digital e verde, e regras nacionais mais rígidas estão elevando custos e incertezas no comércio global. Países em desenvolvimento, exceto China, devem sentir impacto na queda do crescimento, exigindo políticas para resiliência e fortalecimento da integração regional.

O comércio mundial alcançou um recorde em 2025, com trocas globais superiores a US$ 35 trilhões, crescimento de 7% em relação a 2024, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). No entanto, a previsão para 2026 indica uma desaceleração, com ritmo de crescimento mais lento devido a um cenário econômico fragilizado.

A UNCTAD estima que o PIB global cresça apenas 2,6% em 2025 e 2026, um índice modesto mesmo com avanços na produtividade relacionados à inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a expansão da economia deve cair de 1,8% para 1,5% em 2026. A China deve desacelerar seu crescimento de 5% para 4,6%, enquanto a Europa enfrentará uma demanda contida apesar dos estímulos fiscais.

Esse contexto resulta em menor demanda por importações, recursos financeiros mais restritos e maior vulnerabilidade a choques nas nações emergentes. Além disso, o comércio global é impactado por quatro forças principais: avanço do protecionismo, reorganização das cadeias de suprimentos, transições digital e verde e regras nacionais mais rígidas, elevando custos e incertezas.

Para os países em desenvolvimento, descontada a China, o crescimento projetado cai de 4,3% para 4,2%. A UNCTAD recomenda fortalecer a integração regional, explorar o comércio digital e implementar políticas industriais focadas na resiliência para evitar queda nos investimentos, na geração de emprego e na renda.

Via Money Times

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