As grandes petrolíferas têm encontrado uma maneira de maximizar seus lucros usando inteligência artificial (IA) para otimizar a extração de combustíveis fósseis. Além disso, elas vendem a energia gerada para data centers que demandam muita eletricidade, criando um ciclo vantajoso para o setor.
Essa estratégia envolve aumentar a eficiência na produção e também construir infraestrutura para fornecer energia diretamente para esses centros de dados, assegurando a continuidade da demanda por petróleo e gás natural. Parcerias e investimentos em tecnologia reforçam esse modelo, que mantém o consumo de combustíveis fósseis mesmo com metas globais de redução de emissões.
Enquanto o setor de tecnologia busca cada vez mais energia para alimentar data centers, as grandes petrolíferas encontraram uma forma de lucrar em dobro com a IA. Elas usam essa tecnologia para otimizar a extração de combustíveis fósseis e ainda vendem energia para os próprios centros de dados que demandam esses recursos. Assim, o consumo de petróleo pode se estender por décadas.
Esse modelo funciona em duas frentes: aplicação da IA nas operações para aumentar produção e reduzir custos, além de construir infraestrutura energética dedicada, fornecendo eletricidade gerada por gás natural diretamente a data centers. A maior eficiência na extração gera mais gás para alimentar esses centros, criando um ciclo de dependência.
A Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) já implementou dezenas de ferramentas de IA, gerando US$ 500 milhões em valor e reduzindo emissões. Parcerias estratégicas com Microsoft e Masdar apoiam infraestrutura de energia e IA, enquanto empresas americanas como Chevron e ExxonMobil investem em usinas para abastecer data centers, visando operação plena até 2027.
A Saudi Aramco desenvolve seu modelo próprio de IA com parceria para criar um dos maiores data centers de inferência do mundo. O modelo de negócios inclui monetização de gás residual para alimentar data centers, geração direta de energia “atrás do medidor” e integração com captura de carbono, embora emissões continuem a crescer.
Essa estratégia reforça a continuidade da produção e da infraestrutura de combustíveis fósseis, com a IA mantendo a demanda por energia fóssil mesmo diante de metas globais para redução de emissões. O avanço tecnológico converge com interesses econômicos, configurando um cenário de longo prazo para o uso do petróleo na economia digital.
Via Forbes Brasil