As ações da CVC registraram uma queda expressiva na B3, de até 24,81%, após o anúncio da troca no comando da empresa. O antigo CEO, Fabio Martinelli Godinho, foi substituído por Fabio Mader, que assume com mandato até 2025.
Analistas do Citi e Santander consideram a mudança neutra a positiva, destacando a experiência do novo CEO em áreas-chave. Entretanto, o alto endividamento da empresa limita o potencial de valorização das ações.
A alteração no comando é vista como parte da estratégia para buscar crescimento e controle financeiro, mantendo a recomendação neutra para os papéis da CVC no mercado.
As ações da CVC (CVCB3) sofreram queda significativa na B3 nesta sexta-feira (16), chegando a recuar até 24,81% (R$ 2,03) no menor momento do pregão. Por volta das 14h30, os papéis fechavam com queda de 13,70%, cotados a R$ 2,33, liderando as perdas entre as ações negociadas fora do Ibovespa.
A queda acompanha o anúncio da troca no comando da companhia de turismo, com o conselho de administração destituindo Fabio Martinelli Godinho, que assumiu o cargo em 2023 para conduzir a reestruturação da empresa. A partir de agora, o novo CEO será Fabio Mader, com mandato até a primeira reunião do conselho após a Assembleia Geral Ordinária do ano de 2025.
Analistas do Citi consideram a mudança um movimento “neutro” a potencialmente positivo, visto que Godinho liderou processos importantes como a oferta de ações e renegociação de dívidas, enquanto Mader traz experiência técnica especialmente em produto e precificação. Apesar disso, o banco mantém a recomendação neutra para as ações, destacando o elevado endividamento da empresa, que limita o potencial de valorização.
O Santander vê a alteração no comando como um passo esperado da estratégia da CVC, sem mudanças relevantes em seu rumo. Os analistas do banco avaliam a nomeação do novo CEO alinhada à busca por crescimento, rentabilidade e controle da alavancagem financeira. A recomendação também segue neutra, com preço-alvo de R$ 2,40, indicando uma possível desvalorização de 11,1% em relação ao último fechamento.
Via Money Times