Após 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinam um acordo de livre comércio que pode integrar um mercado de 720 milhões de pessoas. O tratado foi aprovado pela maioria dos países da UE e será assinado em Assunção, Paraguai.
O acordo prevê redução gradual de tarifas alfandegárias para mais de 90% do comércio bilateral, com cotas para o setor agrícola e salvaguardas para proteger mercados locais. Cláusulas ambientais impedem o comércio vinculado ao desmatamento ilegal.
A perspectiva é que o acordo seja ratificado em 2024, aumentando exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, facilitando o acesso ao mercado europeu e incentivando pequenas e médias empresas.
Após 26 anos de negociações, representantes do Mercosul e da União Europeia firmam neste sábado (17) um acordo de livre comércio que poderá integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas. O tratado, aprovado pela maioria dos 27 países da UE, será assinado em Assunção, Paraguai, que atualmente preside o bloco sul-americano.
O evento terá a presença de presidentes dos países do Mercosul, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não comparece por questões de agenda, sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira.
O acordo estabelece a redução gradual de tarifas alfandegárias, abrangendo mais de 90% do comércio bilateral, com eliminação total para diversos produtos industriais desde o começo. Produtos agrícolas terão cotas específicas para evitar impactos bruscos nos mercados locais, e salvaguardas permitem reintroduzir tarifas em situações específicas.
Compromissos ambientais são cláusulas obrigatórias, proibindo o comércio de produtos ligados a desmatamento ilegal, e a União Europeia manterá padrões rigorosos em regulamentações sanitárias.
A expectativa é que a ratificação ocorra nos parlamentos dos países envolvidos e no Parlamento Europeu, com vigência prevista para o segundo semestre de 2024. O acordo promete ampliar exportações e investimentos, focando no crescimento das cadeias de valor globais.
Seu impacto econômico pode ser significativo, com projeção de aumento de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, além de facilitar o acesso de empresas do Mercosul ao mercado europeu. O acordo ainda prevê facilitação para pequenas e médias empresas e proteção à propriedade intelectual.
Via Money Times