A análise do ROG Xbox Ally X revela limitações importantes na acessibilidade para pessoas com deficiência. O console portátil, apesar de carregar a marca Xbox, não oferece integração plena com os recursos do Windows 11, dificultando a ativação de funções essenciais como leitor de tela e lupa.
O sistema exige soluções externas para acesso completo, o que impacta a experiência de usuários com baixa visão e mobilidade reduzida. Recursos como o leitor de tela funcionam melhor em algumas plataformas, mas apresentam falhas em outras. A lupa tem uso restrito e sua ativação é complicada durante jogos.
Embora o design ergonômico e o áudio sejam positivos, o aparelho não atende plenamente as necessidades de acessibilidade esperadas. O desempenho é satisfatório, mas o uso completo depende de adaptações e conhecimento técnico, o que limita a autonomia dos jogadores PCDs.
A Microsoft é reconhecida por sua dedicação à acessibilidade em jogos, especialmente na linha Xbox, com recursos e controles voltados para jogadores com deficiência. No entanto, o ROG Xbox Ally X mostra limitações marcantes nesse aspecto, principalmente pela integração insuficiente com o sistema Windows 11 quando usado como portátil.
O aparelho inicia com o processo padrão do Windows, onde funções importantes como o leitor de tela e lupa são pouco adaptadas para controle, exigindo ajuda externa para ativação. Isso já gera um problema inicial para usuários com baixa visão ou cegueira, contrariando a expectativa colocada no nome Xbox, que representa autonomia.
O Windows não foi feito para operação completa via controle, o que causa dificuldades para usar atalhos essenciais de acessibilidade. Soluções alternativas dependem de softwares complexos, evidenciando que o “modo Xbox” em tela cheia é só a parte visual desse sistema e não oferece integração total.
O leitor de tela funciona melhor em algumas plataformas como Steam Big Picture e Microsoft Store, mas apresenta falhas e até travamentos em outras, como a Epic Games Store. Na jogabilidade, o recurso só é útil em títulos com APIs específicas, limitando a experiência.
A lupa atende para leituras pontuais, mas não permite gestos de zoom durante jogos e sua ativação pelo controle é complicada, o que impacta o ritmo das partidas. Botões extras são confortáveis, porém não podem ser configurados para acessibilidade sem softwares externos, o que prejudica a usabilidade para jogadores com necessidades motoras.
Por outro lado, o design ergonômico e o áudio de qualidade são pontos positivos para usuários com baixa visão. No geral, o dispositivo entrega bom desempenho, mas ainda depende muito da adaptação do jogador, deixando a desejar para quem busca acessibilidade integrada e simples no padrão Xbox.
Via Tecmundo