As redes sociais se tornaram parte essencial do cotidiano, refletindo a necessidade humana de conexão. O uso dessas plataformas cresce junto com a digitalização de áreas como trabalho e finanças.
O desenvolvimento cerebral dos jovens torna-os mais vulneráveis às redes, exigindo políticas específicas para proteção. A influência dos algoritmos contribui para a polarização, mas as escolhas individuais também moldam o consumo de informação.
A inteligência artificial e os interesses econômicos das plataformas impactam a democracia, tornando necessária a regulação e maior transparência. O diálogo entre diferentes opiniões é fundamental para evitar bolhas digitais.
As redes sociais se integraram à rotina de grande parte da população nas últimas duas décadas, refletindo a necessidade humana de socializar. Conforme atividades como trabalho e finanças se digitalizam, a vida social também migra para essas plataformas. A busca por aprovação em aspectos cotidianos, como aparência e opiniões, reforça essa presença digital.
Um ponto delicado é a dependência das redes entre crianças e adolescentes. Nessa fase, o sistema límbico, ligado às emoções, se desenvolve antes do córtex pré-frontal, que cuida do autocontrole. Esse atraso no desenvolvimento cerebral gera riscos maiores e exige políticas públicas específicas, inclusive para definir idade mínima para uso de redes sociais, como já fazem países como Austrália, França e Itália.
Os algoritmos das plataformas direcionam o que vemos baseando-se em preferências anteriores e engajamento, mas não controlam totalmente nossas escolhas. Estudos indicam que as escolhas individuais têm papel maior na limitação do contato com informações diversas do que os próprios algoritmos. Ainda assim, o aumento do tempo gasto nessas redes contribui para a polarização social.
A influência ideológica das redes varia conforme o uso dessas ferramentas por grupos políticos e sociais variados. Plataformas favorecem atores que dominam as tecnologias digitais, interruptando o discurso dominante, sem um viés unilateral.
A inteligência artificial amplia a capacidade de criação de conteúdos digitais, o que traz riscos de manipulação política. A regulação e a transparência são apontadas como soluções para limitar contas automatizadas, acompanhadas por educação digital que conscientize sobre as tecnologias.
O controle das grandes plataformas impacta a democracia, dado seu poder econômico e influência nas informações. É importante regular conteúdos impulsionados com foco econômico, sem ameaçar a liberdade de expressão. Além disso, é essencial promover o diálogo entre diferentes opiniões para evitar o isolamento em bolhas digitais.
Via g1 Tecnologia