Um estudo realizado em áreas preservadas do Rio de Janeiro identificou que mosquitos da Mata Atlântica têm preferência pelo sangue humano. A pesquisa analisou o DNA das fêmeas dos mosquitos, revelando que, mesmo com diversas opções de presas, como aves e mamíferos, o sangue humano é o mais consumido.
A captura de mais de 1.700 mosquitos de 52 espécies destacou o Aedes albopictus e outros gêneros importantes na transmissão de doenças. A presença humana nas bordas da floresta influencia essa preferência alimentar, o que pode afetar a transmissão de patógenos.
Os resultados indicam que a interação entre humanos e mosquitos na Mata Atlântica requer atenção para o controle de doenças. Os pesquisadores pretendem continuar o estudo usando armadilhas com atraentes como gás carbônico para aprofundar o entendimento.
Um estudo recente revelou que os mosquitos da mata atlântica do Rio de Janeiro tendem a preferir o sangue humano para se alimentar, mesmo com outras opções como aves, mamíferos e anfíbios disponíveis. Essa conclusão veio da análise do DNA presente no sistema digestório das fêmeas, indicando sua última refeição.
A pesquisa, realizada em áreas preservadas de Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim, capturou 1.714 mosquitos de 52 espécies diferentes. Entre as fêmeas que haviam se alimentado de sangue, o DNA humano foi o mais comum, seguido por aves, cães, camundongos e até um anfíbio. Algumas espécies chegaram a se alimentar tanto de humanos quanto de outros animais.
Entre os mosquitos encontrados, destacam-se o Aedes albopictus, capaz de transmitir doenças como dengue e febre amarela, e membros dos gêneros Anopheles e Culex. A presença humana intensa nas bordas da floresta parece influenciar essa preferência. Os pesquisadores usaram armadilhas de luz, e pretendem testar opções que produzam gás carbônico para atrair mais mosquitos.
Os resultados indicam que a proximidade humana nas matas pode ser um fator decisivo para o padrão de alimentação desses insetos, o que pode ter implicações na transmissão de doenças. A diversidade das espécies que picam diferentes animais pode facilitar a transferência de patógenos entre espécies, embora isso exija condições específicas para ocorrer.
O estudo foi publicado na revista Frontiers in Ecology and Evolution e coordenado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Oswaldo Cruz.
Via Folha de S.Paulo