O Congresso dos Estados Unidos aprovou o orçamento da Nasa para 2026 com uma leve redução de 1%, garantindo US$ 24,4 bilhões para a agência. Essa decisão evita cortes drásticos que ameaçavam várias missões espaciais, assegurando continuidade em projetos voltados a Vênus, asteroides, Júpiter e a observação da Terra.
Por outro lado, o plano de trazer amostras de Marte para a Terra foi cancelado devido a limitações orçamentárias e decisão da atual gestão federal. Enquanto isso, a China planeja lançar sua missão Tianwen-3 em 2028 para realizar essa tarefa, posicionando-se como principal concorrente.
Apesar dos desafios, incluindo a perda de cerca de 4.000 funcionários durante a crise orçamentária, a Nasa continuará suas pesquisas. O Congresso mostra apoio legislativo, mesmo que a política executiva restrinja parte dos projetos mais ambiciosos, como o retorno marciano.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou o orçamento para a Nasa em 2026, mantendo a verba praticamente estável, com uma redução de apenas 1% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 24,4 bilhões. A decisão representa um alívio após a proposta inicial da Casa Branca que sugeria um corte de quase 25%, colocando a ciência espacial em risco.
Apesar da aprovação orçamentária que salvou diversas missões importantes, como as voltadas a Vênus, asteroides, Júpiter, o cinturão de Kuiper e a observação da Terra, o esforço de trazer amostras de Marte para a Terra foi cancelado. Esse projeto já enfrentava problemas de orçamento e a atual gestão federal apoiou seu encerramento, com o Congresso concordando em destinar apenas US$ 110 milhões para futuras missões marcianas, uma quantia muito modesta.
A perda do projeto de retorno de amostras de Marte abre espaço para que a China avance no domínio dessa área, planejando lançar a missão Tianwen-3 em 2028 e trazer as primeiras amostras do planeta vermelho em 2031, sem concorrência direta americana.
O orçamento aprovado também indica a manutenção das demais iniciativas científicas da agência, embora a perda de cerca de 4.000 funcionários motivada por demissões voluntárias durante o impasse orçamentário seja um desafio a ser superado pela Nasa. O caminho fica aberto para a retomada das pesquisas espaciais, ainda que sem o retorno marciano, destacando a tensão entre o apoio legislativo e as decisões executivas atuais.
Via Folha de S.Paulo