Irmãos Wesley e Joesley Batista avaliam investimento no petróleo da Venezuela

Wesley e Joesley Batista estudam investimento no petróleo venezuelano aproveitando nova fase do país.
18/01/2026 às 15:11 | Atualizado há 5 horas
               
Joesley Batista se encontra com presidente interina para entrada da J&F no setor de energia venezuelano. (Imagem/Reprodução: Investnews)

Os irmãos Wesley e Joesley Batista estão avaliando um investimento estratégico no setor petrolífero da Venezuela, envolvendo um projeto com potencial de um bilhão de barris. A novidade surge no contexto de planos de revitalização da indústria energética promovidos por Donald Trump.

Por meio de parcerias indiretas, os Batista já têm participação na Petrolera Roraima, empresa que opera campos petrolíferos adquiridos da ConocoPhillips. O grupo acompanha atentamente as mudanças políticas do país, especialmente após a recente transição de poder.

A entrada dos irmãos está condicionada à segurança e clareza regulatória local. Além do petróleo, eles também estudam oportunidades em mineração e infraestrutura elétrica, buscando diversificar e consolidar sua atuação na Venezuela.

Os irmãos Wesley e Joesley Batista, da J&F, estão avaliando entrar em um projeto petrolífero na Venezuela, com potencial estimado em um bilhão de barris, impulsionado pelos planos de Donald Trump para revitalizar a indústria de energia local. Por meio de um sócio, os Batista já possuem participação na Petrolera Roraima, um conjunto de campos antes controlados pela ConocoPhillips.

Embora a J&F afirme não ter ativos diretos na Venezuela, o grupo acompanha o cenário político e econômico do país de perto. Um representante comercial dos irmãos estava envolvido na negociação do antigo projeto, e a Fluxus, empresa de petróleo vinculada à família, pode expandir suas operações assim que as condições institucionais e legais se estabilizem.

Desde a queda recente de Nicolás Maduro, Joesley Batista tem assumido papel importante na transição venezuelana, viajando a Caracas para reuniões com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Ele relatou otimismo em relação à abertura do país para investimentos estrangeiros, especialmente no setor de petróleo e gás.

A participação dos Batista está condicionada ao ambiente de segurança e clareza regulatória. Enquanto empresas americanas e europeias aguardam garantias, o grupo brasileiro se posiciona numa área estratégica, aproveitando a relação construída com diferentes lideranças ao longo dos anos.

Além de petróleo, os Batista também analisam possibilidades no setor de mineração e infraestrutura elétrica venezuelana, buscando diversificar sua atuação na chamada “nova Venezuela”. A Petrolera Roraima opera com atuação compartilhada entre o Estado venezuelano e os investidores privados, produzindo cerca de 32 mil barris diários antes de sofrer impactos das sanções e bloqueios das exportações.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.