O cientista chinês He Jiankui, conhecido por criar os primeiros bebês geneticamente editados, voltou a atuar na área da pesquisa genética após cumprir três anos de prisão. Agora, ele trabalha em um laboratório ao norte de Pequim, com foco no estudo de doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, utilizando modelos em camundongos.
Apesar da controvérsia global gerada em 2018, He Jiankui não demonstra arrependimento e defende suas ações como avanços à frente do seu tempo. Ele acredita que a China está avançando na edição genética e conta com crescente apoio público, além de regulamentações que estimulam a biotecnologia.
O cientista ressalta o objetivo do país em liderar a ciência e tecnologia mundial até 2049, critica restrições éticas estrangeiras e mantém cautela sobre o futuro da edição genética em humanos. Apesar do passaporte apreendido, ele tem liberdade relativa para continuar seus trabalhos científicos.
O cientista chinês He Jiankui, condenado por criar os primeiros bebês geneticamente editados do mundo, voltou a atuar na pesquisa genética. Após cumprir três anos de prisão, ele trabalha em um laboratório ao norte de Pequim, focado no estudo de doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, usando modelos em camundongos, e não humanos.
Ele não demonstra arrependimento pelo experimento que causou polêmica global em 2018, defendendo que estava à frente de seu tempo. He acredita que a China está se abrindo para a edição genética e destaca o apoio crescente do público local a essa área, além das recentes regulamentações do governo que estimulam novas tecnologias biomédicas.
He ressalta o esforço do país para liderar mundialmente em ciência e tecnologia até 2049, o que inclui a biotecnologia. Ele critica a postura dos Estados Unidos, considerando que as restrições éticas e regulatórias americanas limitam os avanços em edição genética, e prevê que a China dominará o setor.
Apesar das regras chinesas proibirem a modificação do DNA em células reprodutivas humanas para implantação, He enxerga brechas nas normas que podem permitir avanços futuros. A localização e a saúde dos bebês com genes editados que ele criou permanecem em segredo, e ele defende que essas crianças devem ser tratadas com humanidade e respeito.
Com o apoio do governo, He conta com liberdade relativa para expressar suas ideias e continua trabalhando no desenvolvimento científico; entretanto, seu passaporte permanece apreendido, impedindo viagens ao exterior.
Via Folha de S.Paulo