A China desenvolve um projeto chamado Grande Muralha Verde para frear o avanço do deserto de Taklamakan, localizado no oeste do país. Esse deserto, um dos mais desafiadores do mundo, ameaçava cidades, estradas e plantações na região de Xinjiang.
Para conter essa expansão, são plantadas espécies nativas adaptadas ao clima seco, como tamargueiras e arbustos resistentes. Sistemas de irrigação por gotejamento, alimentados por energia solar, mantêm a vegetação viva e eficiente no combate à erosão.
Hoje, mais de 90% das áreas críticas já possuem cobertura vegetal ou estruturas para conter a areia. O governo usa tecnologia para monitorar o projeto e ajusta o uso de água para garantir a sustentabilidade diante das mudanças climáticas.
A Grande Muralha Verde é um projeto da China para conter o avanço do deserto de Taklamakan, um dos maiores e mais desafiadores do planeta. Localizado no oeste do país, o Taklamakan vinha crescendo e ameaçando estradas, cidades e plantações na região de Xinjiang. A iniciativa visa proteger essas áreas criando um cinturão verde de mais de 3 mil quilômetros ao seu redor.
Como o objetivo não é transformar areia em floresta densa, o projeto aposta em espécies nativas adaptadas à seca, como tamargueiras e arbustos resistentes. Para garantir a sobrevivência dessas plantas, sistemas de irrigação por gotejamento alimentados por poços controlados foram instalados. Além disso, a energia necessária para manter a irrigação e sensores ambientais é fornecida por painéis solares colocados ao longo do cinturão.
Esses painéis ajudam não só na geração de energia limpa, mas também na contenção do avanço das dunas, alterando o vento e favorecendo o crescimento de vegetação rasteira. Hoje, mais de 90% das áreas críticas ao redor do deserto já possuem cobertura vegetal ou estruturas de contenção, reduzindo impactos ambientais e econômicos causados pelas tempestades de areia.
No entanto, o desafio agora é manter essa vegetação diante das mudanças climáticas, com menos água disponível e eventos extremos. O governo chinês monitora o projeto com satélites e sensores, ajustando o uso de água para garantir a estabilidade do cinturão verde.
Via Money Times