Um estudo recente revelou que o Tyrannosaurus rex demorava cerca de 40 anos para atingir o tamanho adulto, chegando a pesar cerca de 8 toneladas. Essa descoberta corrigiu estimativas anteriores, que indicavam um crescimento mais rápido.
Os pesquisadores também identificaram que o crescimento variava conforme as condições ambientais e a disponibilidade de recursos. O T. rex mantinha a fase juvenil por um longo tempo, adaptando seu desenvolvimento para sobreviver.
Além disso, o dinossauro poderia viver até 55 anos, vivendo mais que o esperado e recorrendo à carniça em idades avançadas. Esses dados oferecem novas perspectivas sobre a biologia e o comportamento dessa espécie pré-histórica.
Estudo recente traz novas informações sobre o crescimento do Tyrannosaurus rex. Segundo a pesquisa publicada na revista PeerJ, esse dinossauro levava cerca de 40 anos para atingir seu tamanho adulto, cerca de 8 toneladas – tempo 15 anos maior do que estimativas anteriores. Cientistas analisaram fósseis usando luz polarizada para identificar marcas de crescimento nas pernas de 17 espécimes.
A pesquisa revelou que a evolução do T. rex foi gradual, mantendo-se juvenis e subadultos por grande parte da vida. O padrão de crescimento era flexível e variava de acordo com recursos disponíveis e condições ambientais. Em anos menos favoráveis, o crescimento diminuía, e aumentava em períodos de maior abundância.
Essa adaptação pode ter ajudado o dinossauro a sobreviver em situações adversas, competindo principalmente com membros da mesma espécie. O paleontólogo Jack Horner, coautor do estudo, destaca que a expectativa de vida do T. rex pode chegar a 50 anos, prolongando o que antes se pensava ser cerca de 30 anos, com adultos mais velhos recorrendo mais a carniça.
O T. rex podia ultrapassar 12 metros de comprimento e sua mordida era poderosa o suficiente para esmagar ossos. Ele vivia no território hoje correspondente ao oeste da América do Norte, alimentando-se de presas como Edmontosaurus, Triceratops e Alamosaurus. Essa nova compreensão do crescimento abre caminho para revisitar a biologia e estratégias de sobrevivência dessa espécie.
Via Folha de S.Paulo