A União Europeia está se mobilizando para impedir que os Estados Unidos imponham tarifas sobre países do bloco, em meio à disputa envolvendo a Groenlândia. A ação ocorre após o presidente Donald Trump condicionar o fim das tarifas à permissão para comprar a ilha ártica.
Os embaixadores da UE entraram em acordo para impedir as tarifas e preparam retaliações, incluindo a possibilidade de aplicar taxas sobre importações americanas no valor de €93 bilhões. Também estudam usar o Instrumento Anti-Coerção para limitar o acesso dos EUA a licitações e investimentos.
A situação será tema na cúpula da UE em Bruxelas e no Fórum Econômico Mundial em Davos. A disputa causou impacto nos mercados, com queda do euro e da libra frente ao dólar, além de maior volatilidade global.
Em meio à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre países da União Europeia, o bloco europeu se mobiliza para evitar essas medidas. A disputa sobre a Groenlândia envolvendo Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia, Reino Unido e Noruega ganhou atenção após Trump condicionar o fim das tarifas à permissão para comprar a ilha ártica.
Os embaixadores da UE chegaram a um acordo para deter a aplicação das tarifas e preparam retaliações, incluindo a possibilidade de tarifas sobre importações americanas no valor de €93 bilhões. Essa resposta poderá ser ativada automaticamente em 6 de fevereiro, caso os Estados Unidos sigam em frente com as cobranças.
Outra alternativa para pressionar inclui o uso do chamado Instrumento Anti-Coerção (ACI), que poderia limitar o acesso dos EUA a licitações públicas, investimentos e atividades bancárias dentro da UE, além de restringir o comércio de serviços digitais.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, reforçou o compromisso com a Dinamarca e Groenlândia, ressaltando a disposição do bloco em defender seus membros contra qualquer forma de coerção. A Dinamarca aposta na diplomacia e criou um grupo de trabalho com os EUA para tratar do assunto.
Os eventos serão discutidos na cúpula da UE em Bruxelas e no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump fará sua primeira aparição em seis anos. A situação tem causado impacto nos mercados, refletido na queda do euro e da libra frente ao dólar, além de aumentar a volatilidade global.
Via InfoMoney