O Sindifisco Nacional revelou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda deve alcançar 157,22% em 2025 devido à inflação acumulada desde 1996, quando cessou o reajuste automático. A inflação medida pelo IPCA aumentou em relação a 2024, mantendo a defasagem em alta.
Se a tabela fosse corrigida integralmente, somente quem recebe mais de R$ 6.694,37 por mês pagaria imposto. Em 2026, a isenção de IR subiu para rendimentos de até R$ 5 mil, mas a defasagem ainda eleva a carga tributária sobre a classe média.
Simulações indicam que contribuintes com renda mensal de R$ 6.500 pagam até R$ 535 a mais, e quem ganha R$ 10 mil paga R$ 1.186 a mais, mostrando impacto regressivo do imposto e a necessidade de correção plena da tabela.
O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) apontou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda atingiu 157,22% em 2025, considerando a inflação acumulada desde 1996, quando o reajuste automático foi interrompido. A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou o ano em 4,26%, conforme o IBGE, representando aumento em relação a 2024, quando a defasagem era de 154,49%.
Se a tabela fosse totalmente corrigida, apenas quem recebe mais que R$ 6.694,37 por mês pagaria imposto, com alíquota máxima de 27,5% válida para ganhos superiores a R$ 12.374,74. Atualmente, essa alíquota incide sobre rendas a partir de R$ 7.350,01.
Entre 2016 e 2022, a tabela ficou congelada. O governo atual aumentou a faixa de isenção em 2023 e 2025, elevando-a a R$ 2.428,80, com dedução que garante isenção para até R$ 3.036,00 mensalmente. Desde janeiro de 2026, a isenção chegou a rendimentos de até R$ 5.000, com redução gradual até R$ 7.350, mantendo a tabela progressiva acima desse valor.
O presidente do Sindifisco, Dão Real, destacou avanço com a isenção para rendas até R$ 5 mil, mas lembrou que a defasagem da tabela do Imposto de Renda continua penalizando especialmente a classe média devido ao efeito arrasto, que eleva implicitamente a carga tributária.
Simulações mostram que contribuintes com renda de R$ 6.500 pagam R$ 535 a mais por mês, e quem ganha R$ 10 mil, R$ 1.186 a mais, em comparação com tabelas corrigidas. Para rendas muito altas, o impacto é menor, evidenciando a regressividade do imposto.
O Sindifisco reforça que a correção integral da tabela não deve limitar-se à faixa de isenção, sob pena de manter a elevação oculta da tributação.
Via InfoMoney