Maha Capital espera autorização dos EUA para investir em campos petrolíferos da Venezuela operados pela PDVSA

Maha Capital busca aprovação dos EUA para investir em petróleo venezuelano explorado pela PDVSA, visando participação em campos estratégicos.
19/01/2026 às 17:02 | Atualizado há 3 semanas
               
Maha Capital aguarda decisão dos EUA para participar indiretamente em campos. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A Maha Capital está esperando a autorização dos Estados Unidos para exercer uma opção que pode garantir participação indireta em campos petrolíferos na Venezuela, administrados pela estatal PDVSA. A empresa possui direitos exclusivos para adquirir 60% de uma subsidiária que detém 40% em uma joint venture importante no país.

O acordo envolve um pagamento inicial de 4,6 milhões de euros pela exclusividade e prevê valores adicionais até maio de 2026, caso a opção seja exercida. A expectativa é alcançar uma produção diária de até 40 mil barris de óleo equivalente a partir desses ativos, que possuem um potencial considerado relevante.

Maha Capital acompanha também as propostas de reforma da legislação venezuelana para atrair investimentos. Apesar da mudança recente da empresa para fintechs, o interesse pela Venezuela permanece, sobretudo considerando o contexto geopolítico e as oportunidades no setor petrolífero local.

A Maha Capital aguarda uma autorização dos Estados Unidos para exercer uma opção que pode garantir participação indireta em campos petrolíferos da Venezuela, geridos pela estatal PDVSA, informou Paulo Thiago Mendonça, presidente do conselho da companhia sueca. A empresa detém direitos exclusivos para adquirir 60% de uma subsidiária espanhola da Novonor, que tem 40% na joint venture PetroUrdaneta, responsável por concessões em La Paz, Mara Oeste, Mara Este e El Moján.

O acordo prevê o pagamento inicial de 4,6 milhões de euros pela exclusividade, com valores adicionais caso a opção seja exercida até maio de 2026. A Maha planeja alcançar uma produção diária de até 40 mil barris de óleo equivalente com esses ativos, que somam um histórico de 1,4 bilhão de barris produzidos e estimam cerca de 400 milhões de barris recuperáveis.

Mendonça destacou que aguarda um posicionamento dos EUA para prosseguir, acompanhando também a proposta de reforma da Lei de Hidrocarbonetos venezuelana, que pode criar ambiente para novos investimentos. Apesar da recente mudança da Maha para fintechs, a empresa mantém interesse na Venezuela, considerando o país estável após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos EUA.

As concessões da PetroUrdaneta tiveram produção máxima histórica de 250 mil barris/dia e produziam cerca de 1,5 mil barris em 2020. O executivo acredita que pequenas e médias petrolíferas, com maior agilidade e disposição a riscos, devem liderar os primeiros investimentos no país, dada a complexidade geopolítica e estrutural local.

Via Money Times

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