Felipe Miranda se afasta da Empiricus após 16 anos de atuação

Felipe Miranda anuncia saída da Empiricus e BTG Pactual após término do acordo de venda e planeja pausa para estudos.
19/01/2026 às 18:46 | Atualizado há 10 horas
               
Felipe Miranda sai da Empiricus e da parceria no BTG Pactual após 16 anos. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Felipe Miranda, cofundador da Empiricus, anunciou sua saída da empresa e da parceria com o BTG Pactual, após 16 anos de envolvimento e o fim do acordo de venda previsto. A decisão marca o encerramento de um ciclo negociado entre as partes.

Após atuar como empreendedor, Felipe enfrentou dificuldades para se adaptar ao papel de executivo dentro do BTG. Durante seis meses de “non-compete”, ele pretende se dedicar a estudos acadêmicos sem aplicação imediata definida.

Além dele, Caio Mesquita também deixou a Empiricus, enquanto Rodolfo Amstalden assume o comando. O BTG adquiriu a Empiricus e outras empresas por cerca de R$ 800 milhões, com o grupo apresentando queda de receita e assinantes nos últimos anos.

Felipe Miranda anunciou sua saída da Empiricus, empresa de pesquisa para o varejo que ajudou a criar há 16 anos. Ele também deixou a parceria com o BTG Pactual, que adquiriu a empresa em 2021. A decisão está ligada ao término do earnout previsto no acordo de venda, marcando o fim de um ciclo acordado entre as partes.

Miranda explicou que, após atuar como empreendedor, encontrou desafios na adaptação ao papel de executivo dentro do BTG. Durante o período de seis meses de non-compete, ele pretende dedicar seu tempo a estudos acadêmicos sem aplicação prática imediata, como literatura russa e álgebra linear, ainda sem definir os próximos passos profissionais.

Além de Felipe, Caio Mesquita, cofundador da Empiricus junto com Miranda, também deixou a empresa. O comando do negócio ficará por conta de Rodolfo Amstalden, outro dos fundadores.

O BTG adquiriu o grupo Universa, controlador da Empiricus, da gestora Vitreo e dos sites Money Times e Seu Dinheiro, por R$ 440 milhões em dinheiro e R$ 250 milhões em ações. Após o cumprimento de metas, o valor total da transação alcançou cerca de R$ 800 milhões, conforme informado por Miranda.

No auge, em 2021, o grupo alcançou receita anual de aproximadamente R$ 300 milhões e 450 mil assinantes. Contudo, devido ao cenário adverso para ativos de risco, os números recuaram para cerca de R$ 250 milhões em faturamento e 330 mil assinantes no ano passado.

Felipe destacou que o negócio é voltado para investidores interessados em ativos de risco, já que “ninguém compra conteúdo para organizar o investimento em CDBs”.

Via Brazil Journal

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