Operadoras iniciam retirada dos orelhões no Brasil com fim das concessões

Com fim das concessões, operadoras começam a desativar orelhões em locais com outras opções de comunicação.
20/01/2026 às 06:06 | Atualizado há 4 horas
               
A mudança elimina a necessidade de telefones públicos, impactando o acesso tradicional. (Imagem/Reprodução: Redir)

A partir de 2026, as empresas de telefonia no Brasil começam a retirar os orelhões, após o fim do regime de concessões para autorização. Essa mudança elimina a obrigatoriedade de manter esses telefones públicos, exceto em locais sem outras opções.

Hoje, existem cerca de 38,3 mil orelhões no país, uma queda significativa em relação a 2020. Operadoras como Vivo, Oi e Claro planejam desativar os aparelhos aos poucos, focando em investimentos nas tecnologias 4G, 5G e banda larga.

Essa mudança reflete o avanço da comunicação móvel e digital no Brasil. Com a maioria da população já acessando internet e celular, os orelhões se tornam menos necessários, especialmente em áreas com coberturas modernas.

A partir de 2026, as principais operadoras de telefonia devem iniciar a retirada dos orelhões no Brasil. Com a mudança no regime jurídico da telefonia fixa, que deixou de ser por concessão para autorização, as empresas não terão mais a obrigação de manter esses telefones públicos, exceto onde não existam outras opções de comunicação.

Hoje, existem cerca de 38,3 mil aparelhos, concentrados principalmente em São Paulo, uma queda expressiva em relação a 2020, quando o país tinha 200 mil orelhões. Operadoras como Vivo, Oi, Claro, Algar e Sercomtel já planejam desativar os equipamentos ao longo dos próximos anos. A Vivo, por exemplo, viu uma redução de 93% no uso dos seus 28 mil orelhões em São Paulo nos últimos cinco anos.

A alteração reflete a prioridade das empresas em investir em tecnologias como banda larga e redes 4G e 5G, voltadas para oferecer melhor cobertura e acesso à internet. A Oi, em recuperação judicial, mantém 6.707 orelhões, mas apenas onde é a única opção disponível e segundo cronogramas logísticos e financeiros. Algar também anuncia descontinuação gradual, preservando os aparelhos ativos em lugares isolados até que haja alternativa tecnológica.

Esse marco encerra um modelo iniciado em 1998, com obrigações de universalização do serviço fixo, incluindo telefones públicos em locais de difícil acesso. Atualmente, a maior parte da população já tem acesso a celular e internet: em 2024, 168 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais usavam a internet, conforme dados do IBGE.

A retirada dos orelhões sinaliza o avanço da comunicação móvel e digital, refletindo mudanças no uso e nas prioridades do setor de telecomunicações.

Via Folha de S.Paulo

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