China implanta robôs com inteligência artificial para fiscalizar o trânsito em cidades

Cidades na China utilizam robôs com IA para monitorar e controlar o trânsito, aumentando a eficiência na fiscalização urbana.
20/01/2026 às 09:10 | Atualizado há 13 horas
               
A legenda destaca o uso de robôs humanoides e cães robôs para orientação em vias públicas. (Imagem/Reprodução: G1)

Na China, robôs humanoides equipados com inteligência artificial começaram a ser usados para fiscalizar o trânsito e orientar pedestres em algumas cidades. Esses robôs identificam infrações de pedestres e ciclistas em cruzamentos por meio de câmeras e sensores avançados.

Além de Wuhu, outras cidades chinesas testam diferentes tipos de robôs, como cães-robôs e plataformas autônomas, para patrulhamento e monitoramento remoto. A tecnologia permite operação contínua e comunicação com os cidadãos, reforçando a segurança.

Apesar dos avanços em eficiência e inovação, especialistas alertam para questões relacionadas à privacidade e governança de dados. Atualmente, os robôs são utilizados como apoio aos agentes humanos, sem substituí-los no policiamento.

Na China, a aplicação da inteligência artificial no controle urbano avança com o uso de robôs humanoides e autônomos para fiscalização de trânsito e orientação de pedestres. Em Wuhu, o robô “Intelligent Police Unit R001” atua em cruzamentos, identificando infrações cometidas por pedestres e ciclistas por meio de câmeras de alta resolução e sensores aliados a sistemas visuais de IA.

Desenvolvido pela AiMOGA Robotics, o equipamento utiliza algoritmos avançados conhecidos como large models, que possibilitam o processamento constante de dados visuais em tempo real, garantindo operação 24 horas sem pausas. A robótica empregada integra tecnologias de reconhecimento, emissão de alertas sonoros e comunicação por gestos, sincronizados com sinais de trânsito.

Outras cidades, como Chengdu e Hangzhou, testam dispositivos variados, incluindo cães-robôs e plataformas sobre rodas, empregados em patrulhamento e monitoramento remoto. Esses sistemas conseguem acessar locais de difícil alcance e transmitir imagens ao vivo, atuando de modo autônomo ou sob supervisão humana.

Essa iniciativa faz parte da estratégia chinesa voltada à inteligência incorporada, que combina IA, robótica e sistemas físicos. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China projeta que o mercado dessa tecnologia pode chegar a 400 bilhões de yuans em 2030 e ultrapassar 1 trilhão até 2035.

Apesar dos ganhos em eficiência operacional, especialistas destacam preocupações sobre privacidade, governança de dados e o papel da automação na segurança pública. Atualmente, as autoridades consideram esses robôs como instrumentos auxiliares, sem substituírem os agentes humanos no policiamento das cidades.

Via g1

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.