Mineradoras de criptomoedas buscam ampliar atuação em data centers para IA

Mineradoras de criptomoedas investem em data centers para inteligência artificial com potencial de crescimento.
20/01/2026 às 16:43 | Atualizado há 3 horas
               
Empresas em mercados secundários podem enfrentar dificuldades, aponta Moody's. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Mineradoras de criptomoedas estão entrando no mercado de data centers para inteligência artificial, aproveitando sua infraestrutura energética robusta. Essa movimentação visa atender à crescente demanda por processamento de IA generativa em mercados secundários.

Empresas como a Terawulf reforçam a tendência ao firmar parcerias e realizar aquisições para ampliar sua capacidade voltada à IA. A expertise dessas mineradoras pode acelerar a entrada de grandes provedores de nuvem no segmento de IA.

Apesar das vantagens em custo de energia, a localização dessas operações em regiões secundárias pode limitar contratos de longo prazo. A Moody’s destaca que esses data centers são mais indicados para o treinamento de IA do que para a aplicação prática dos modelos.

Mineradores de criptomoedas estão buscando expandir sua atuação ao atender demandas do mercado de data centers para IA. Com infraestruturas já conectadas a fontes de energia robustas, eles começam a oferecer capacidade para processos de inteligência artificial generativa em mercados secundários. A Moody’s, em relatório sobre o setor global de data centers para 2026, prevê maior financiamento para mineradores com perfis de crédito sólidos e projetos em larga escala, o que permite amortização segura das dívidas.

A Terawulf, empresa do segmento de bitcoin, ilustra essa tendência. Em 2025, ela firmou uma parceria com a Fluidstack, focada em IA, e adquiriu a Bewulf Electricity por US$ 52 milhões para potencializar suas operações e ampliar recursos para IA. Mineradores, que possuem experiência em infraestrutura de grande porte, podem acelerar a entrada dos grandes provedores de nuvem, chamados hiperescaladores, como Microsoft e Amazon, no mercado de IA.

Apesar da vantagem em custo de energia, esses empreendimentos frequentemente estão localizados em regiões secundárias, limitando sua atratividade para contratos longos. A Moody’s indica que eles são úteis no treinamento de IA, mas enfrentam desafios no estágio de inferência, quando o modelo aplica seus aprendizados em respostas.

Estima-se que investimentos globais em IA atinjam US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, com os seis maiores hiperescaladores americanos projetando gastos de US$ 600 bilhões até 2027. O financiamento desses data centers vem de diversas fontes, incluindo bancos, capital privado e investidores institucionais, que buscam equilibrar riscos conforme a escala dos projetos aumenta.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.