Revisão aponta que paracetamol na gravidez não causa autismo ou TDAH

Estudo revela que usar paracetamol na gestação não aumenta riscos de autismo ou TDAH em crianças.
20/01/2026 às 19:26 | Atualizado há 5 horas
               
Análise de 43 estudos desmonta alegação propagada pelo presidente Donald Trump. (Imagem/Reprodução: Super)

Uma análise detalhada publicada na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health concluiu que o uso de paracetamol durante a gravidez não está ligado ao autismo, TDAH ou deficiência intelectual em crianças.

O estudo compilou dados de 43 pesquisas internacionais e comparou irmãos de uma mesma mãe, eliminando influências genéticas e ambientais. Isso demonstrou que fatores externos, como febre na gestação, podem explicar relatos anteriores.

Especialistas ressaltam que o paracetamol continua sendo a recomendação segura para tratar dor e febre na gravidez, adotando sempre a menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, sem gerar preocupações desnecessárias às gestantes.

Uma análise abrangente publicada na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health concluiu que o uso de paracetamol durante a gravidez não está associado a um aumento no risco de autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou deficiência intelectual em crianças.

O estudo reuniu dados de 43 pesquisas internacionais e se destacou ao comparar irmãos nascidos da mesma mãe, em gestações diferentes. Essa abordagem ajuda a excluir influências genéticas e ambientais, mostrando que as diferenças iniciais observadas em alguns trabalhos refletem fatores externos ao uso do medicamento, como a presença de febre ou dor durante a gestação.

Relatos anteriores que levantavam suspeitas sobre o paracetamol foram questionados por especialistas, já que a medicação é a opção recomendada para tratar dor e febre na gravidez. A análise ressaltou que não tratar esses sintomas pode causar mais riscos à mãe e ao bebê.

Os dados incluíram centenas de milhares de crianças e revelaram que não há associação direta entre o uso do paracetamol e os distúrbios investigados. Contudo, a pesquisa não conseguiu detalhar o impacto da dose, do momento específico da gestação ou da frequência do uso.

O estudo reforça a orientação médica para que a medicação seja empregada com cautela, usando a menor dose eficaz pelo menor tempo possível, sem que isso gere preocupação desnecessária entre gestantes quanto ao paracetamol na gravidez.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.