O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., controlada pelo Banco Master, que já estava sob regime especial desde novembro de 2025. A decisão ocorreu após a Will Financeira perder a capacidade de honrar pagamentos no sistema Mastercard, o que levou ao bloqueio de suas operações.
A empresa enfrentava dificuldades financeiras, encerrando o primeiro semestre de 2025 com prejuízo de R$ 244,7 milhões e ativos de R$ 14,4 bilhões. A investigação da Polícia Federal também trouxe à tona suspeitas de fraudes ligadas ao dono do Banco Master, preso desde novembro de 2025.
O Banco Central continua apurando responsabilidades, podendo aplicar medidas administrativas e bloqueio de bens dos envolvidos, buscando proteção ao sistema financeiro nacional.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., controlada pelo Banco Master, que estava sob regime especial desde a liquidação do Banco Master em novembro de 2025. O Conglomerado Master, considerado pequeno e classificado no segmento S3, concentrava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
A medida foi tomada após a Will Financeira descumprir sua grade de pagamentos no arranjo Mastercard em janeiro de 2026, resultando no bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos. A insolvência da instituição e seu vínculo com o Banco Master foram fatores determinantes para a decisão do Banco Central.
A situação se agravou após a bandeira Mastercard suspender transações com os cartões emitidos pelo Will Bank, como forma de conter o passivo da instituição. A empresa encerrou o primeiro semestre de 2025 com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões.
Esse cenário ocorre enquanto a Polícia Federal investiga, na Operação Compliance Zero, suspeitas de manipulação financeira, envolvendo o dono do Master e Will Bank, Daniel Vorcaro, preso desde novembro sob acusação de liderar esquema de carteiras falsas para incrementar o patrimônio do Banco Master.
O Banco Central segue apurando responsabilidades, com possibilidade de medidas administrativas e bloqueio de bens ligados aos controladores e ex-administradores.
Via InvestNews