O Parlamento Europeu decidiu suspender as negociações do acordo comercial com os Estados Unidos após ameaças tarifárias feitas por Donald Trump relacionadas à compra da Groenlândia. O acordo previa redução de tarifas, mas foi adiado diante das tensões.
Parlamentares europeus criticaram o acordo por considerar que os Estados Unidos manteriam tarifas mais altas que a União Europeia, tornando o acordo desequilibrado. A situação trouxe incertezas para o comércio entre as regiões.
A suspensão pode aumentar a tensão diplomática entre UE e EUA enquanto aguardam esclarecimentos. A decisão impacta futuras negociações comerciais e o fluxo de comércio internacional.
O Parlamento Europeu decidiu suspender as negociações do acordo comercial com os Estados Unidos após pressão do presidente Donald Trump, que insistiu na compra da Groenlândia e ameaçou aplicar tarifas sobre aliados europeus contrários ao plano. Esse acordo, firmado em Turnberry, incluía a eliminação de várias taxas de importação da UE sobre produtos americanos.
Parte das propostas era manter a isenção de tarifas para lagostas dos EUA, um benefício já negociado em 2020. O Parlamento teria que aprovar as medidas, mas a decisão foi adiada diante das novas ameaças tarifárias vindas de Washington.
Parlamentares europeus criticaram o acordo por considerá-lo desequilibrado, pois a UE se comprometeria a reduzir a maior parte das tarifas, enquanto os EUA manteriam uma taxa média de 15%. O Comitê de Comércio da UE deveria votar sobre o assunto entre os dias 26 e 27 de janeiro, mas o processo foi interrompido.
Bernd Lange, presidente do comitê, afirmou que as recentes ameaças de tarifas rompem o acordo inicial e levaram à suspensão das tratativas até que a situação seja esclarecida. Essa atitude pode aumentar a tensão com Trump, que já descartou concessões adicionais, como cortes em tarifas sobre aço e bebidas alcoólicas, até que o acordo esteja formalizado.
O impasse traz incertezas para as relações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos, impactando futuras negociações e o fluxo de comércio entre as regiões.
Via InfoMoney