O papel da inteligência artificial na busca por um SUS mais justo no Brasil

Descubra como a inteligência artificial pode transformar o SUS, promovendo mais justiça e eficiência na saúde pública brasileira.
21/01/2026 às 15:20 | Atualizado há 3 semanas
               
A frase destaca que o progresso tecnológico depende da liderança humana para definir seu impacto e direção. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A inteligência artificial surge como uma ferramenta promissora para transformar o sistema público de saúde no Brasil. Apesar dos desafios financeiros e de recursos limitados enfrentados pelo SUS, a tecnologia pode ajudar a organizar exames, acelerar diagnósticos e antecipar riscos, contribuindo para um atendimento mais eficiente e justo.

Além disso, a IA pode melhorar a vigilância epidemiológica, a gestão hospitalar e expandir o acesso à telemedicina em regiões remotas. Para que esses avanços se consolidem, é fundamental o compromisso político e o investimento em formação e regulamentação, garantindo proteção de dados e políticas de longo prazo.

A inteligência artificial surge como ferramenta capaz de transformar a saúde pública no Brasil, mas para isso é necessário que os líderes direcionem esse avanço para garantir equidade. Atualmente, o país investe cerca de US$ 1.700 por pessoa por ano em saúde, valor inferior a um terço do gasto das principais economias, embora a área represente quase 10% do PIB. Essa discrepância gera pressão sobre o SUS, que lida com recursos limitados diante de alta demanda.

Além de mutirões emergenciais que aliviam parte da fila, o Brasil precisa de estratégias estruturais para evitar que os problemas se repitam. A tecnologia apresenta alternativas para isso, como o uso da IA para organizar exames, acelerar diagnósticos e antecipar riscos. Ferramentas inteligentes também podem aprimorar a vigilância epidemiológica, a gestão hospitalar e a telemedicina, ampliando o acesso em regiões remotas e reduzindo desigualdades.

O sistema de saúde brasileiro enfrenta desafios, como a desarticulação de serviços que dificulta a continuidade do cuidado. A IA pode contribuir para melhorar a relação clínica ao liberar profissionais de tarefas repetitivas, focando mais no paciente. No entanto, o avanço depende da vontade política e de lideranças que enxerguem a saúde como um projeto de Estado, com políticas éticas e planejamento de médio e longo prazo.

Para o SUS se tornar preventivo e integrado, é vital investir em formação e pesquisa adaptadas ao Brasil, além de regulamentar o uso da tecnologia para proteger dados sensíveis. O futuro da saúde pública está na combinação entre eficiência tecnológica e justiça social, oferecendo um cuidado mais justo e de qualidade para todos.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.