Ronaldo Cohin, ex-aluno da USP, criou a Jade, uma plataforma que utiliza inteligência artificial para ajudar no diagnóstico e tratamento de crianças com autismo. A ferramenta funciona por meio de jogos que coletam dados cognitivos e geram relatórios para profissionais da saúde e educação.
Testes com 650 crianças na USP mostraram que a plataforma acelerou o aprendizado em 43%, adaptando o ensino ao perfil de cada usuário. Já usada em nove municípios e por psicólogos, a ferramenta já beneficiou mais de 200 mil crianças.
A Jade recebeu o prêmio internacional Zayed Sustainability Prize e outras reconhecimentos. O criador planeja ampliar o acesso da plataforma para melhorar cuidados a pessoas com poucos recursos.
Ronaldo Cohin, brasileiro ex-integrante de banda de rock, desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico e tratamento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Com formação em ciência da computação e MBA em ciência de dados pela USP, ele criou a ferramenta Jade, inspirada no diagnóstico de autismo do próprio filho.
A plataforma funciona por meio de jogos que coletam dados cognitivos dos usuários. Baseado nas decisões das crianças durante os desafios, a ferramenta mapeia suas dificuldades e gera relatórios para profissionais de saúde e educação. Isso permite personalizar o atendimento e potencializar o aprendizado, segundo Cohin.
Testes realizados na USP envolveram 650 crianças e indicaram que o uso da Jade gerou uma aceleração de 43% no aprendizado ao adaptar o ensino para cada perfil. A plataforma está disponível como aplicativo para celular e como software para escolas, sendo usada em nove municípios e por psicólogos. Mais de 200 mil crianças já utilizaram a ferramenta, beneficiando cerca de 600 mil pessoas, incluindo familiares.
A Jade ganhou o prêmio Zayed Sustainability Prize, um dos principais reconhecimentos mundiais de inovação, além de premiações no Web Summit Rio e GITEX, evento tecnológico em Dubai. A intenção do criador é ampliar o acesso a cuidados para pessoas com poucos recursos, melhorando o diagnóstico e tratamento do autismo.
O nome Jade, acrônimo para “Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional”, foi escolhido por refletir um perfil feminino, dado o maior envolvimento de mães no acompanhamento dos filhos autistas.
Via Folha de S.Paulo