A microbiologista e divulgadora científica Natalia Pasternak comentou recentemente a repercussão do seu livro Que Bobagem!, lançado em 2023. Segundo ela, o interesse do público por temas ligados à pseudociência foi maior do que esperado, a ponto de admitir que, se soubesse, teria dedicado um capítulo inteiro à psicanálise, que provocou muitos debates. Pasternak destaca que as críticas ao livro focaram mais nos autores do que nas ideias apresentadas.
Ela também criticou a presença de práticas pseudocientíficas no SUS, ressaltando que o sistema deveria financiar apenas tratamentos com evidência científica comprovada para garantir eficácia e sustentabilidade. Segundo Pasternak, a inclusão dessas práticas muitas vezes se deve a lobbies e interesses criados ao redor delas, mais do que à popularidade real.
A respeito do efeito placebo, Pasternak afirmou que ele é real, mas instável e potencialmente perigoso, pois pode atrasar diagnósticos importantes ao mascarar sintomas em vez de tratar as causas.
A pesquisadora é cofundadora da Lilienfeld Alliance, uma ONG que promove o ensino do pensamento crítico nas universidades. Recentemente, a organização recebeu um prêmio de US$ 250 mil da James Randi Educational Foundation, reconhecimento que Pasternak considera importante para ampliar e aprofundar seus projetos educacionais.
Para ela, educar para o pensamento crítico desde cedo é essencial para ajudar a população a lidar com a desinformação crescente e a tomar decisões baseadas em evidências.
Via Super