Após a pandemia, houve um aumento expressivo de coaches de TDAH que atuam de forma semelhante a psicólogos, mas sem a formação adequada. Muitos desses profissionais não possuem licença e baseiam seus atendimentos em treinamentos não regulamentados.
Esses atendimentos ocorrem principalmente online e são procurados por adultos e crianças com TDAH, porém o Conselho Federal de Psicologia alerta para os riscos do exercício ilegal da profissão e destaca a importância de tratamentos profissionais, como a psicoterapia e o uso de medicamentos.
A pesquisa destaca a necessidade de maior fiscalização para evitar desinformação e proteger a saúde dos pacientes, especialmente crianças, que são um público considerável destes atendimentos.
Após a pandemia, a quantidade de coaches de TDAH cresceu, atuando de forma semelhante a psicólogos, mas sem a formação adequada. Um estudo divulgado no JAMA Network Open avaliou 481 profissionais nos EUA, onde 1 em cada 5 adultos com TDAH e 1 em cada 7 crianças buscam esses atendimentos.
Mais de 60% desses coaches entraram na carreira após 2020, e 72% relatam suspeita ou diagnóstico próprio de TDAH. Entretanto, 89% não possuem experiência prévia em saúde mental, e 85% trabalham sem licença profissional, baseando-se principalmente no treinamento oferecido por outros coaches.
As sessões, geralmente online, ocorrem semanalmente e abordam temas clínicos, com valores próximos aos da psicoterapia tradicional. Apesar dessa semelhança, esses profissionais não possuem registro ou supervisão clínica, o que pode gerar riscos, principalmente para crianças, que são um público significativo desses atendimentos.
O Conselho Federal de Psicologia do Brasil alerta que o uso de técnicas exclusivas dos psicólogos por quem não tem registro configura exercício ilegal da profissão. O tratamento recomendado para TDAH envolve educação, psicoterapia — especialmente Terapia Cognitiva Comportamental — e medicamentos.
A pesquisa destaca a necessidade de mais fiscalização e informação para evitar riscos à saúde e a disseminação de desinformação sobre o transtorno, ainda pouco compreendido pela sociedade.
Via Super