O Rabobank divulgou um alerta amarelo devido ao rápido crescimento da produção de etanol de milho no Brasil. Essa expansão pode gerar excesso de oferta no mercado de biocombustíveis, afetando os preços do etanol e do açúcar.
O relatório destaca que as usinas podem aumentar a produção de açúcar para equilibrar as margens diante da queda dos preços do etanol. A projeção indica produção crescente até 2028 e início da próxima década, principalmente por plantas industriais independentes.
A demanda para absorver esse crescimento ainda é esperada somente a longo prazo, entre 2029 e 2030, considerando a ampliação da mistura obrigatória de biocombustíveis e o interesse em combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo.
O crescimento acelerado do etanol de milho no Brasil tem chamado atenção para possíveis impactos no mercado de biocombustíveis e açúcar, conforme relatório do Rabobank intitulado Corn ethanol in Brazil – yellow alert for sugar?. A expansão da produção, impulsionada por um modelo competitivo, pode gerar no curto e médio prazo um excesso de oferta no mercado nacional.
Essa situação traz um alerta amarelo para a indústria sucroenergética, que deve acompanhar os movimentos do mercado. Um excesso na oferta do biocombustível pode pressionar os preços do etanol, levando as usinas a aumentar a produção de açúcar como resposta na busca por margens equilibradas, o que pode levar a uma paridade de preços entre os dois produtos.
A projeção para a safra 2025/26 indica uma produção próxima de 10 bilhões de litros de etanol de milho, com expectativa de crescimento para até 16 bilhões de litros até 2028 e mais de 20 bilhões de litros no início da próxima década. A maior parte dessa produção vem de plantas industriais independentes.
Por outro lado, a demanda adicional que poderia absorver esse crescimento ainda é vista para o longo prazo, entre 2029 e 2030, considerando fatores como aumento da mistura obrigatória na gasolina e o interesse em combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo.
O Rabobank ressalta que, apesar dos cenários variáveis, a expansão do etanol de milho pode impactar globalmente o setor sucroenergético, sendo fundamental monitorar sua evolução para entender as consequências nos mercados de açúcar e biocombustíveis.
Via Money Times