A adoção de inteligência artificial nas áreas financeira e fiscal das empresas brasileiras ainda é limitada, com apenas 33% das companhias usando IA diariamente. A maioria não destinou orçamento específico para essa tecnologia nos últimos 12 meses, e mais da metade das empresas não planeja investir a curto prazo.
A pesquisa, feita com 406 profissionais, mostra que a automação e a infraestrutura tecnológica dessas áreas ainda são pouco desenvolvidas. Embora muitos reconheçam a importância da IA, o uso prático é restrito, com muitos mantendo processos manuais e dependência de planilhas.
Entre os que utilizam IA, 26% observam aumento na produtividade e 22% redução no tempo de relatórios. Ainda assim, problemas como pagamentos duplicados e controle financeiro falho impactam os resultados, destacando a necessidade de avançar na transformação digital e automação no setor.
A adoção de inteligência artificial nas áreas financeira e fiscal das empresas brasileiras ainda é limitada. Apenas 33% das companhias utilizam IA diariamente, e somente 16% reservaram orçamento específico para isso nos últimos 12 meses, segundo o Panorama do Contas a Pagar 2026, levantamento da Qive. Mais da metade das empresas sequer planeja investir em IA a curto prazo.
Realizada pela Opinion Box com 406 profissionais, a pesquisa mostra que, embora haja um reconhecimento crescente da importância da tecnologia nesses setores, a automação e infraestrutura avançada seguem pouco desenvolvidas. Em 2024, apenas 27% consideravam o backoffice estratégico, evidenciando a distância entre discurso e prática.
Embora 51% desejem investir em conhecimento sobre IA e 39% planejem melhorar estratégias relacionadas, o uso efetivo permanece restrito, com 23% realizando testes sem orçamento dedicado e 55% sem qualquer investimento ou previsão.
Entre as empresas que aplicam IA, 26% notam aumento de produtividade, enquanto 22% relatam redução do tempo gasto em relatórios e outra parte destaca análises mais precisas. No entanto, mais de 50% continuam a usar planilhas isoladamente para o controle financeiro, mantendo processos manuais que podem causar erros graves.
Os dados apontam que 25% das organizações enfrentam problemas com datas de vencimento, 24% com pagamentos duplicados e 17% com operações incorretas, impactando o faturamento e gerando perdas de até 1% da receita. A Qive destaca que a próxima etapa de transformação digital envolve conectar dados, automatizar fluxos e liberar equipes para decisões mais analíticas.
Via InfoMoney