O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou o recurso da Petlove relacionado à fusão entre Petz e Cobasi, seguindo o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e confirmou a legalidade do acordo firmado.
O relator destacou que a possibilidade de venda dos ativos para múltiplos compradores é uma hipótese pouco provável e que o acordo inclui cláusulas para preservar a concorrência, como a venda de 26 lojas em São Paulo. A decisão encerra as pendências administrativas da operação.
Com a fusão, foi criada a União Pet, consolidando as redes sob a Cobasi como controladora. A parceria mantém os remédios comportamentais para garantir competividade no mercado de produtos para animais no Brasil.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou os embargos de declaração apresentados pela Petlove na fusão entre Petz e Cobasi. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 22 de junho, seguiu o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr., que entendeu não haver contradição ou omissão na análise do acordo.
Segundo o relator, a dúvida sobre a possibilidade de venda dos ativos para mais de um comprador é uma exceção hipotética, protegida por cláusulas reservadas. A avaliação do órgão ressaltou que o acordo de controle de concentração (ACC), que condicionou a aprovação da fusão, inclui remédios comportamentais e obriga a venda de 26 lojas em São Paulo para preservar a concorrência.
A Petlove contestou o texto do ACC, acreditando que permitiria a alienação dos ativos a múltiplos compradores em momentos diferentes, contrariando o entendimento de alguns conselheiros, que indicavam venda a um único comprador. No entanto, o Cade entendeu que essa interpretação não compromete a decisão final.
A operação, concluída em janeiro de 2026, criou a União Pet, com a Cobasi como controladora e a Petz como subsidiária, consolidando as duas redes sob o ticker AUAU3 na B3. Juntas, elas somam mais de 270 lojas no estado de São Paulo.
Essa decisão representa o encerramento das questões administrativas relacionadas à fusão, mantendo os termos acordados para a preservação da competitividade no mercado pet brasileiro.
Via Money Times