Colapso do setor imobiliário impacta crescimento econômico da China

Setor imobiliário em colapso reduz crescimento da China, afetando gastos e arrecadação local em 2025.
23/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 6 horas
               
Famílias impactadas pela desvalorização imobiliária cortam gastos para se adaptar. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

As vendas de imóveis novos na China caíram ao menor nível em mais de 15 anos, com preços desabando e afetando milhões de famílias que diminuíram seus gastos. Governos locais enfrentam dificuldades financeiras devido à dependência do setor para arrecadação.

Apesar do impacto no mercado imobiliário, o crescimento econômico da China em 2025 manteve-se em cerca de 5%, impulsionado principalmente por um aumento nas exportações e superávit comercial recorde. Contudo, o consumo interno segue fraco, com vendas no varejo estagnadas.

O setor imobiliário, antes importante para a economia, sofreu uma queda histórica no investimento, com imóveis demorando meses para vender e descontos sendo rejeitados. A demanda permanece baixa, agravada pela taxa de natalidade em declínio, impondo desafios à recuperação econômica.

PEQUIM — As vendas de imóveis novos na China atingiram o menor nível em mais de 15 anos. Os preços dos apartamentos usados caem, afetando milhões de famílias que viram o valor de seus bens despencar e, como consequência, reduziram seus gastos. Os governos locais, dependentes do setor imobiliário para arrecadação, enfrentam dificuldades para pagar servidores públicos.

Apesar do colapso imobiliário iniciado há quatro anos, o crescimento econômico da China em 2025 manteve-se estável, com uma expansão de 5%, segundo dados oficiais. Este crescimento foi sustentado principalmente por um aumento nas exportações, que gerou um superávit comercial recorde de US$ 1,19 trilhão.

No entanto, o consumo doméstico permanece fraco. As vendas no varejo em novembro mal cresceram e, em dezembro, apresentaram queda de 0,1%. Economistas sugerem que o crescimento real pode ser até metade do divulgado oficialmente, com estimativas entre 2,5% e 3% para 2025, indicando uma desaceleração em 2026.

O setor imobiliário, que representava cerca de um quarto da economia até 2021, sofreu queda de 3,8% no investimento em novos projetos, o primeiro recuo desde 1989. O mercado está congelado, com imóveis à venda ficando mais de 22 meses sem ser vendidos, e descontos de até 80% requeridos pelos compradores, geralmente rejeitados pelos vendedores.

O excesso de imóveis prontos e a redução na taxa de natalidade abalam a demanda. As autoridades buscam restaurar a confiança, mas enfrentam limitações de recursos. O atual cenário permanece complexo, com impactos profundos no crescimento econômico e na arrecadação local.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.