O YouTube implementou medidas para limitar o acesso de menores à seção de vídeos curtos, conhecida como Shorts. Essas ações incluem controle parental, temporizadores e bloqueios para evitar o consumo automático e repetitivo de conteúdos.
Alexandra Veitch, diretora de assuntos governamentais do YouTube, destaca que a plataforma impede que anúncios sejam direcionados a menores, priorizando a segurança mesmo que isso reduza receita. O algoritmo busca recomendar vídeos adequados à faixa etária dos usuários.
O sistema de verificação automática de idade, lançado no Brasil, visa garantir um ambiente mais seguro para jovens, alinhado com as regulamentações locais. Usuários poderão comprovar sua idade se forem identificados incorretamente.
O YouTube implementou ferramentas para limitar o acesso de menores ao Shorts, sua seção que exibe vídeos curtos, reconhecimento da possibilidade de que esse formato favoreça um consumo automático e repetitivo de conteúdo. A novidade inclui controle parental, temporizadores e bloqueios específicos, medidas que outras plataformas similares, como TikTok e Instagram, não oferecem na mesma extensão.
A diretora de assuntos governamentais da empresa, Alexandra Veitch, destacou que o YouTube é a única companhia que impede marcas de direcionarem anúncios especificamente para menores, mesmo que isso implique abrir mão de receita publicitária que normalmente surge na personalização. O público jovem, especialmente entre 13 e 17 anos, é bastante engajado na plataforma, com perfis como MrBeast e Luccas Neto liderando em seguidores nessa faixa.
Além dos filtros para vídeos que contenham temas sensíveis como suicídio e violência, o YouTube quer adaptar seu algoritmo para recomendar conteúdos que realmente interessem a diferentes idades, evitando sugestões genéricas. A empresa também estreou um sistema para verificar a idade dos usuários de forma automática, analisando seus hábitos e interações, diferenciando-se assim das plataformas que apenas solicitam um dado informativo no cadastro.
Esse recurso chegou recentemente ao Brasil e deve cumprir regulamentações locais que exigem maior controle sobre menores na internet. Usuários que forem identificados erroneamente como menores terão a chance de comprovar sua idade, a empresa descartará esses dados após análise. A intenção é garantir um ambiente mais adequado para jovens, sem abrir mão da monetização responsável para os criadores de conteúdo.
Via Folha de S.Paulo