O mercado de gestão de patrimônio no Brasil para 2026 enfrentará desafios como instabilidades globais e mudanças tributárias. Há um foco maior em eficiência, soluções fiscais e sucessórias para famílias e gestores.
Investidores brasileiros buscam internacionalização e investimentos no exterior, mesmo com a alta da bolsa local. A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, será fundamental para agilizar processos e proteger dados.
O setor também vê consolidação de empresas para ampliar serviços e enfrentar a competição. A nova regulação reforça a importância da transparência e da confiança na relação com os clientes.
O setor de wealth management no Brasil enfrenta um 2026 cheio de desafios, marcado por instabilidades globais e mudanças tributárias locais que pressionam a necessidade por eficiência e escala. Famílias e gestores buscam ampliar o portfólio de serviços, indo além do retorno financeiro, com foco em soluções fiscais e sucessórias completas.
A crescente internacionalização dos investidores brasileiros também torna imprescindível a oferta de investimentos no exterior. Mesmo com a bolsa local em alta, o apetite por oportunidades globais cresce, impulsionado pelo déficit fiscal nacional e o interesse por ativos externos, incluindo o mercado privado, que oferece maior rentabilidade.
Além disso, o uso intenso de tecnologia, especialmente inteligência artificial, continua a ganhar espaço. A automatização da análise e geração de relatórios permite agilizar processos e a escalabilidade dos serviços. No entanto, há cuidado redobrado para proteger os dados dos clientes.
Um fenômeno visível é a consolidação do mercado. Grupos maiores adquirem casas menores para agregar serviços, know-how e estruturas robustas de investimentos internacionais. Essa união torna-se vital para a sobrevivência, já que as casas menores encontram dificuldades financeiras com as altas taxas de juros e competição acirrada.
Em meio a uma regulação mais rígida, como as exigências da Comissão de Valores Mobiliários sobre transparência nas taxas de consultoria, a gestão de patrimônio enfatiza a confiança e a sustentabilidade da relação com o cliente.
O cenário para wealth management em 2026 está, portanto, alinhado à busca por inovação, maior abrangência no atendimento e parcerias estratégicas para lidar com um mercado globalizado e regulado.
Via Forbes Brasil