Banco do Japão mantém juros e indica possibilidade de novos aumentos

Banco do Japão mantém taxa de juros em 0,75% e sinaliza possíveis novos aumentos para controlar inflação.
23/01/2026 às 08:02 | Atualizado há 4 horas
               
BoJ mantém alerta para inflação e riscos do iene fraco em política monetária. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Banco do Japão decidiu manter a taxa básica de juros em 0,75%, após um aumento anterior em dezembro. A medida reflete cautela, apesar das indicações de novas elevações.

A decisão foi marcada por divergências internas, com alguns diretores defendendo um segundo aumento consecutivo. O banco reforça preocupação com a inflação persistente e o impacto do câmbio na economia.

O presidente Kazuo Ueda destacou que ajustes futuros dependerão dos dados econômicos e da evolução da inflação, demonstrando disposição para agir conforme necessário.

O Banco do Japão decidiu manter sua taxa básica de juros em 0,75%, após ter feito um aumento em dezembro, quando ela passou de 0,5%. A decisão, considerada esperada, mantém o banco cauteloso sobre futuros ajustes, apesar de indicações de que novos aumentos podem ocorrer.

Durante a reunião que durou dois dias, Hajime Takata, um dos diretores, sugeriu um segundo aumento consecutivo, mas não obteve apoio. Ainda assim, o BoJ reforçou seu posicionamento hawkish, indicando preocupação com a inflação persistente e o impacto de um iene depreciado sobre os preços.

O presidente do banco, Kazuo Ueda, afirmou que os reajustes constantes nos salários estão levando mais empresas a repassar os custos trabalhistas maiorados, o que pressiona a inflação. Ele ressaltou que a instituição fará suas decisões com base em dados ágeis e diversos, como pesquisas corporativas, sem esperar demais para agir.

No relatório trimestral, o Banco do Japão revisou para cima suas estimativas de crescimento para 2025 e 2026, e também aumentou a projeção do núcleo da inflação para 1,9% no ano fiscal de 2026. A instituição reconhece que a valorização ou desvalorização do iene pode influenciar os custos de importação e, consequentemente, os preços internos.

Ueda destacou que o banco está disposto a elevar as taxas novamente, caso suas previsões sobre a economia e a inflação se confirmem, mas ainda avaliará o momento e intensidade desses ajustes conforme o cenário evoluir.

Via InfoMoney

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